Protesto exige Basta! de assassinatos contra as mulheres
- Jornal Daki

- 9 de jun. de 2021
- 2 min de leitura
Manifestantes ocuparam as escadarias da Prefeitura em ato contra o feminicídio em memória de Ana Carolina e Vitórya Melissa, assassinadas a golpes de faca
Por Cláudio Figueiras

Manifestantes, predominantemente mulheres, de diferentes movimentos sociais, realizaram na manhã desta quarta (09) ato em memória de Ana Carolina Pereira Lopes e de Vitórya Melissa Mota, vítimas de feminicídio recentemente com menos de uma semana de diferença, no bairro de Laranjal, em São Gonçalo, e no Plaza Shopping, em Niterói.
A frase "É feminicídio, amor não mata!", gravada numa faixa de mais de 5 metros e esticada em frente à Prefeitura de São Gonçalo, foi o lema do ato, que contou com dezenas de ativistas ligados aos movimentos feminista e estudantil, além dos vereadores Romario Regis (PCdoB) e Priscilla Canedo (PT).
“O objetivo desse ato é denunciar os crimes de feminicídio que acontecem no nosso país e pedir mais investimento e políticas públicas de combate à violência contra a mulher e aos crimes de ódio contra a mulher", disse Maria Clara Menezes, 21, organizadora do evento, estudante e integrante da União da Juventude Socialista (UJS).
Com a UJS, participaram do ato representantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), União Brasileira de Mulheres (UBM), a rede de Educação Popular Emancipa e o coletivo Juntas!
A vereadora Priscilla Canedo, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara, que protocolou Projeto de Lei de combate ao feminicídio em âmbito municipal, disse que crimes como esse contra Ana Carolina e Vitórya Melissa não devem ficar impunes:

"Hoje realizamos mais um ato contra o feminicídio, desta vez em São Gonçalo. Infelizmente, tivemos a triste notícia que mais uma mulher foi assassinada por seu companheiro, no bairro do Laranjal. Nós temos voz e direitos, esses crimes não podem ficar impunes e precisam acabar. Protestamos pela vida de centenas de mulheres que são agredidas diariamente, são caladas pelo medo e terror psicológico. Basta!", protestou Canedo.
Colega de Priscilla, Romario Regis chamou a atenção para a responsabilidade dos homens e dos entes federativos para por fim às desigualdades de gênero no país, uma das principais causas da violência contra a mulher:
"Precisamos que as Prefeituras, Governo do Estado, Governo Federal e casas legislativas acelerem as reformas necessárias para acabar com a desigualdade de gênero. Nós, homens, somos os principais responsáveis por essas desigualdades e é por isso que precisamos estar conectados com essa jornada", admitiu Romario.
O vereador Prof. Josemar (PSOL) também se manifestou em apoio ao ato em suas redes sociais e divulgou o Manifesto Levante Feminista Contra o Feminicídio, que pode ser assinado no link https://bit.ly/3vLTbWz.
“O Brasil é o quinto país que mais mata mulheres no mundo e a violência contra a mulher só vem crescendo. Por isso, nosso objetivo é debater esse tema e tentar passar um recado à cidade de que nenhuma loucura ou patologia pode justificar esse crime por parte do assassino. Existe um padrão que acontecem de homens sentirem que mulheres são propriedade dele e não podemos permitir mais isso. Outra coisa é debater sobre a culpabilização da vítima que muitos veículos de comunicação tem criado. A vítima não é culpada!”, finalizou Maria Clara.









































































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