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Relator de PL sobre minerais críticos adia parecer para o dia 21

Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) atendeu a um pedido do governo federal e do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB)

Foto: Reprodução
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O deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) anunciou, nesta segunda-feira (6/4), que vai adiar para o dia 21 de abril a apresentação do relatório sobre o Projeto de Lei (PL) n° 2.708/2024 que trata da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos.

O deputado paulista afirma que a mudança de datas atende a um pedido do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do governo federal -que quer sugerir mais detalhamento no texto final.


Com a ampliação do prazo, a projeção é de que o relatório seja levado ao plenário com maior alinhamento entre o Congresso e os ministérios de Minas e Energia, da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), reduzindo eventuais resistências no momento da votação.


A proposta já conta com regime de urgência aprovado pela Câmara e prevê três eixos de planejamento de longo prazo: o Plano Nacional de Mineração, a Política Industrial e o Plano Nacional de Fertilizantes. Confira:

  • Incentivos fiscais (REIDI): O relator Arnaldo Jardim defende como uma das principais iniciativas a inclusão de projetos voltados a minerais críticos no Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento de Infraestrutura (Reidi). A proposta busca aliviar a carga tributária ao longo da cadeia produtiva, com o objetivo de reduzir custos e ampliar a atração de investimentos estrangeiros.


  • Fundo garantidor: O texto propõe a criação de um Fundo Garantidor da Atividade Mineral, de caráter privado, voltado à mitigação de riscos de crédito. A iniciativa busca ampliar o acesso a financiamento para empresas de pequeno e médio porte que operam na exploração de minerais estratégicos, como lítio e terras raras.


  • Barreira à estatização: Jardim tem reiterado que seu parecer não contemplará a criação de uma nova estatal, hipótese discutida por setores do governo. Segundo ele, a proposta deve priorizar o estímulo à iniciativa privada e o fortalecimento da segurança jurídica, em vez da ampliação da estrutura pública.

*Com informações Metrópoles

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