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Auditoria encontra indícios de irregularidades de Douglas Ruas na gestão de Secretaria; PGR analisa

Controladoria apontou aditivo de 45% em contrato de R$ 99,7 milhões na gestão de Ruas; fornecedor é mineradora ligada a filho de Altineu Côrtes, que tem sociedade com o ex-secretário; por ter prerrogativa de foro, caso foi enviado para esfera federal


O secretário estadual de Cidades do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL), em reunião com o deputado Altineu Cortes, presidente do PL-RJ - Douglas Ruas no Instagram
O secretário estadual de Cidades do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL), em reunião com o deputado Altineu Cortes, presidente do PL-RJ - Douglas Ruas no Instagram


Uma auditoria do governo interino do Rio de Janeiro foi encaminhada à Procuradoria-Geral da República (PGR) após identificar possíveis irregularidades em contratos da Secretaria Estadual de Cidades, comandada por Douglas Ruas (PL) entre setembro de 2023 e março deste ano. O relatório cita supostos vínculos com o deputado federal Altineu Côrtes (PL) e com o próprio Ruas, hoje presidente da Alerj e pré-candidato ao governo.


O principal achado da Controladoria foi um aditivo de 45,4% feito a um contrato de recapeamento de ruas em São Gonçalo apenas 17 dias após o início da execução. O valor inicial era de R$ 99,7 milhões e foi elevado para R$ 144,9 milhões.


Um dos fornecedores do serviço foi a mineradora Santa Edwiges, de propriedade de Altineu Côrtes Paesler Coutinho, filho do deputado. Paesler Coutinho também é sócio de Douglas Ruas em outra empresa, a Normandia Empreendimentos e Participações, que divide com a Saur Construção, de Ruas, a titularidade de um terreno em São Gonçalo.


O relatório foi enviado ao procurador-geral de Justiça, Antônio José Campos Moreira, que o encaminhou à PGR por envolver deputado federal com foro privilegiado. O órgão deverá avaliar se há “fato atribuível ao deputado federal que justifique competência originária do STF”.


Em nota, Douglas Ruas afirmou que a contratação foi feita “após concorrência perfeitamente legal” e que a secretaria “não interfere na escolha dos fornecedores de insumos pelas empresas contratadas”. Altineu Côrtes disse que a mineradora “é uma empresa privada que nunca participou de nenhuma licitação com o Governo do Estado” e que seus preços são menores que os da tabela oficial.


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