Brasil, o país 'quebrado' com a menor taxa de desemprego da história: 5,3%
- Jornal Daki

- há 59 minutos
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População ocupada bate recorde com 103,3 milhões de pessoas, mas renda média fica estável em R$ 3.762. Construção civil foi o setor que mais puxou a abertura de vagas

A taxa de desemprego do Brasil recuou para 5,3% no trimestre encerrado em julho, o menor patamar para esse período desde o início da série histórica do IBGE, em 2012. O resultado ficou em linha com a mediana das projeções do mercado financeiro e representa uma queda de 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, quando a taxa era de 5,8%.
A população ocupada alcançou 103,3 milhões de pessoas, um recorde para a série. O número representa um aumento de 1 milhão de trabalhadores ante o trimestre finalizado em abril. O contingente de desempregados caiu para 5,8 milhões, uma redução de 8% no período. O nível da ocupação subiu para 58,9%, próxima ao recorde de 59% registrado em novembro do ano passado.
O principal motor da geração de empregos foi a construção civil, que abriu 371 mil vagas no trimestre, um avanço de 5,1%. O setor foi impulsionado por obras de edifícios e infraestrutura.
Apesar do bom momento do mercado de trabalho, a renda média do trabalhador ficou estável em R$ 3.762, com leve recuo de 0,7% em relação ao trimestre anterior, variação considerada sem significância estatística pelo IBGE. O economista Rodolpho Tobler, do FGV Ibre, afirmou que “há uma perda de ritmo em relação ao que a gente vinha observando até o final do ano passado”, atribuída ao cenário de juros altos.
Analistas apontam que o desemprego baixo para os padrões brasileiros reflete uma combinação de fatores. A economia segue com medidas de estímulo do governo Lula antes das eleições, enquanto o aperto dos juros altos atua em sentido oposto.
Outra questão citada por especialistas é a mudança demográfica em curso no país: com o envelhecimento da população, parte dos brasileiros sai do mercado e deixa de buscar ocupação, o que reduz a pressão sobre a taxa de desemprego.
Além disso, estudo do FGV Ibre estimou que o trabalho em aplicativos reduz o desemprego em um ponto percentual.
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