Segurança que espancou homem em Copacabana foi prestar depoimento com bicicleta da vítima
- Jornal Daki

- há 3 horas
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Davi Santos Machado, um dos presos pelo espancamento de Cláudio Rafael Landeiro, chegou à 12ª DP pilotando a bicicleta que pertencia à vítima. Ele havia tomado o veículo no dia do crime, achando que tinha sido roubado

O segurança Davi Santos Machado, um dos presos por suspeita de envolvimento na morte de Cláudio Rafael Landeiro, foi prestar depoimento na 12ª Delegacia Policial (Copacabana) pilotando a bicicleta usada pela vítima no dia do espancamento. Imagens de câmeras de segurança, obtidas pelo UOL, mostram o suspeito trafegando na rua onde fica a delegacia com o veículo e passando em frente a viaturas policiais.
Davi chegou à unidade na segunda-feira (17) para seu primeiro depoimento sobre o caso. Ele estava com a bicicleta desde o dia do crime, em 11 de agosto, quando a tomou de Cláudio por acreditar que ele a tivesse roubado. O veículo foi entregue às autoridades e segue apreendido.
Na primeira vez em que foi ouvido, Davi negou participação nas agressões, alegando que apenas deu um soco no braço da vítima. No entanto, após a polícia encontrar imagens do espancamento, ele admitiu o crime. Vídeos mostram que ele desferiu mais de 30 pauladas em Cláudio.
O segurança contou que decidiu confessar depois de ver sua mãe passar mal ao saber da situação. Com o avanço das diligências, ele admitiu participação direta nas agressões, reconhecendo que, juntamente com outros dois indivíduos, desferiu socos, pontapés e golpes com bastão/cassetete contra a vítima, inclusive na região da cabeça.
Quatro suspeitos foram presos. Davi e Jorge Luiz Ricardo Dias, um segundo segurança, foram os primeiros a serem detidos. Jorge teria participado da abordagem, mas não há indícios de que tenha participado diretamente das agressões.
Dois entregadores também foram detidos: Felipe Eduardo dos Santos confessou a participação no espancamento, enquanto Ailton José da Silva se manteve calado. A polícia ainda tenta identificar um quinto envolvido no linchamento, que aparece em imagens da agressão dando um chute na cabeça da vítima.
A bicicleta, segundo a família, pertencia a uma das irmãs de Cláudio. A vítima, que tinha transtornos psicológicos e fazia acompanhamento profissional, morreu por traumatismo craniano e hemorragia interna.
“Ele saiu de casa para ser morto, espancaram até a morte”, declarou a mãe dele.
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