Batu Khan, o Danúbio e as eleições no Rio de Janeiro
- Jornal Daki

- há 1 hora
- 2 min de leitura
Por Helcio Albano

Reza a lenda que Batu Khan, o senhor das estepes, o invencível comandante mongol que, após conquistar grande parte da Europa Oriental, cessou misteriosamente suas conquistas às margens do rio Danúbio, na região que hoje corresponde à Hungria. Isso em meados do século XIII.
O comandante mongol, ciente de sua superioridade militar frente aos reinos europeus, ordenou seu exército a dar meia volta. E assim, teria poupado da pilhagem e submissão os povos que compõem atualmente a Alemanha, França e Itália.
O “Se” não existe na história, mas podemos, num livre exercício de imaginação, especular o que seria do velho mundo caso Batu Khan seguisse com sua invencível cavalaria Europa adentro.
Voltemos para o Rio de Janeiro, em 25 de agosto de 2026.
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A Polícia Federal, depois de iniciar investigações em dois inquéritos diferentes, jogou luz sobre o que pode ser o maior esquema de corrupção e de infiltração do crime organizado já montado no estado. E levou pra cadeia figuras importantes. O mais proeminente deles, Rodrigo Bacellar, presidente da Alerj e o preferido pra suceder o então governador Cláudio Castro.
Eis que, assim como Batu Khan, a PF parou frente ao seu “Danúbio”: as Eleições.
Todo o mundo político, grupos de WhatsApp, frequentadores de botequim e salões de beleza, davam como certo o avanço das investigações e prisões que alcançariam a alta cúpula do PL.
Começando por Castro, parlamentares (muitos candidatos), ex-secretários, empresários, faccionados e até pastores.
Porém — e também misteriosamente — o que reina é o silêncio.
Não existe “Se” na história. Mas a omissão cobrará a sua responsabilidade.
Plus
Historicamente, a retirada mongol deu-se pela morte do grão-cã Oguedei e por questões logísticas — não por escolha. Mas a própria Idade Média já a revestira de lendas (como o Voto de Santa Margarida).
Bônus
A crônica, portanto, funciona como parábola e alegoria legítimas de crítica política, sem pretensão de reconstituir o fato histórico.
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Helcio Albano é jornalista e editor-chefe do Jornal Daki.








































































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