Viúva de Levy Fidelix diz que crime organizado não pode se infiltrar no PRTB, partido de Marçal
- Jornal Daki

- há 1 dia
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Aldinea Fidelix critica os rumos da sigla, que registrou Pablo Marçal como candidato à Presidência, e afirma que o partido foi entregue ao crime organizado

Aldinea Fidelix, viúva do fundador do PRTB, Levy Fidelix, afirmou que o partido se afastou de seus objetivos iniciais e que o crime organizado não pode se infiltrar na legenda. Em entrevista ao UOL, ela disse estar preocupada com os rumos da sigla, que registrou o inelegível Pablo Marçal como candidato à Presidência da República.
“O que temos visto é a entrega de um partido ao crime organizado. Não é a nossa bandeira”, declarou Aldinea, que fundou o PRTB ao lado do marido. Ela e a filha, a advogada Karina Fidelix, afirmam que a legenda foi descaracterizada e que a atual direção não representa os ideais que guiaram a criação do partido.
A declaração ocorre em meio à disputa interna pelo comando do PRTB, que se arrasta desde a morte de Levy Fidelix, em 2021. A briga judicial envolve Aldinea e o irmão do fundador, Júlio Cezar Fidelix. A viúva alega que a atual direção, liderada por Leonardo Avalanche, desrespeitou acordos e promoveu uma série de irregularidades, incluindo a tentativa de viabilizar a candidatura de Marçal.
Marçal, que está inelegível, teve sua candidatura registrada pelo PRTB, o que gerou reações dentro e fora do partido. A viúva de Levy Fidelix afirma que a legenda está sendo usada como instrumento para interesses pessoais e que a infiltração do crime organizado na política é uma ameaça real.
A declaração de Aldinea Fidelix reforça a crise interna no PRTB e acende um alerta sobre o uso de partidos políticos por grupos criminosos, especialmente em um ano eleitoral.
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