Comissão do Congresso adia votação da MP da "Taxa das Blusinhas"
- Jornal Daki

- há 56 minutos
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Sessão em comissão especial será realizada na terça-feira (1º/9)

A comissão mista do Congresso Nacional adiou, nesta segunda-feira (31/8), a votação da medida provisória (MP) que zera impostos federais sobre compras internacionais de até US$ 50, conhecida como a “Taxa das Blusinhas”. A sessão passou para terça-feira (1º/9).
Trata-se de uma das principais bandeiras do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente da reeleição. O petista e seu entorno aumentaram a pressão sobre o Legislativo para destravar a proposta, apesar da resistência de grandes varejistas e da indústria nacional.
O adiamento foi anunciado pelo presidente do colegiado, o deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG). O parlamentar explicou depois da sessão que irá se reunir com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) e a relatora, a senadora Leila Barros (PDT-DF), com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) para apresentar a proposta.
Na prática, o adiamento também dá mais tempo ao governo para negociar ajustes finais e tangenciar a pressão de setores interessados e da oposição, que tenta segurar a vitória de uma proposta do governo Lula. O relatório ainda não foi protocolado e, em caso de pedido de vista, Lopes deverá conceder somente uma hora para a análise.
Para tentar reduzir a rejeição da indústria, Leila Barros deverá incluir um dispositivo que estabelece que o Ministério da Fazenda deverá acompanhar os efeitos da MP periodicamente. Depois de três meses de sanção, a equipe econômica poderá avaliar os impactos e chegar a enviar propostas de mitigação ao Congresso.
No entanto, houve discordâncias sobre quem teria a palavra final sobre eventuais mudanças. Em 2024, o Congresso aprovou uma lei de incentivos à produção de carros elétricos com um jabuti que aumentou a alíquota sobre compras internacionais em mais 20%. O texto teve apoio da base do governo.
Antes, o Executivo havia lançado o programa Remessa Conforme que beneficiava empresas e sites varejistas internacionais e seus consumidores com alíquotas menores. A medida incomodou setores brasileiros que defenderam a proteção de produtos internos e apontaram uma concorrência desleal.
Já em 2026, Lula anunciou o fim da “Taxa das Blusinhas” que seu governo apoiou dois anos antes. A Medida Provisória estabelece que a Fazenda possa definir as alíquotas sobre remessas podendo, inclusive, zerá-las na faixa de tributação de até US$ 50. Agora, o substitutivo deverá estabelecer que a equipe econômica revise a nova legislação.
Antes da sessão, Reginaldo Lopes disse que o governo e setores afetados defendem que a Fazenda fique com a competência de fazer mudanças por decreto, enquanto parlamentares defendem que qualquer mudança na legislação tributária passe pelo Legislativo.
*Com informações Metrópoles
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