Miliciano ameaça delegado dentro do Tribunal do Júri de São Gonçalo
- Jornal Daki

- há 59 minutos
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Ronan Azevedo Bento, o “Jogador”, teria dito “vou te pegar” ao delegado Leonardo Affonso durante audiência; juíza interrompeu o ato e determinou a retirada do acusado

O miliciano Ronan Azevedo Bento, conhecido como “Jogador” e condenado a 112 anos de prisão, ameaçou o delegado Leonardo Affonso durante uma audiência no Tribunal do Júri do Fórum de São Gonçalo, na última terça-feira (25). A ameaça ocorreu na presença da juíza, dos jurados, do Ministério Público e das defesas.
Segundo registro da Polícia Civil, Ronan passou a falar e gesticular de forma exaltada durante o depoimento e, em determinado momento, dirigiu-se ao delegado dizendo “vou te pegar!”, acompanhado de um gesto de ameaça de morte. A juíza Juliana Bessa interrompeu a audiência e determinou a retirada do acusado do plenário.
Após a audiência, o delegado Leonardo Affonso registrou ocorrência por coação no curso do processo. Em declaração formal, afirmou temer por sua integridade física e por sua vida diante da atuação da organização criminosa investigada. Affonso foi responsável por investigações contra milícias em Niterói e São Gonçalo enquanto atuava na Delegacia de Homicídios.
O processo apura a atuação de uma milícia em bairros como Porto Velho, Porto Novo, Gradim e Porto da Madama, envolvida em extorsões, ameaças e homicídios. Ronan era considerado o braço armado de Anderson Cabral Pereira, o “Sássa”, apontado como líder da organização. Ambos foram condenados.
“Quando um criminoso ameaça um delegado dentro de um Tribunal do Júri, diante da magistrada, dos jurados, do Ministério Público e das defesas, não estamos diante de uma simples ameaça. É uma afronta à Justiça e ao Estado Democrático de Direito”, afirmou o delegado.
O Ministério Público pediu à Justiça medidas de proteção ao delegado, incluindo escolta e outras providências de segurança institucional. O órgão também solicitou à Secretaria de Segurança Pública que adote providências para garantir a integridade do policial.
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