Corte de água e luz em dias de extremo calor é vetado pelo Governador do Rio de Janeiro
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Corte de água e luz em dias de extremo calor é vetado pelo Governador do Rio de Janeiro

Por Oswaldo Mendes


Foto: reprodução YouTube
Foto: reprodução YouTube

Em dias de calor extremo, a cidade, principalmente os subúrbios, tem temperaturas que podem chegar a 45⁰ Celsius e sensação térmica de até 50⁰ Celsius.

           

Nesse período é normal as pessoas transpirarem muito, assim como ter taquicardia, dores de cabeça, desmaios, tonteiras, vômitos, sonolência, fadiga extrema, confusão mental, câimbras. Insolação e podendo até chegar à falência dos órgãos.

           

Muitas cidades vêm sofrendo com a falta d’água, nesse período pós-venda da empresa CEDAE, e é comum ver nas redes sociais as reclamações contínuas de pessoas.

           

Os bairros mais longínquos, ou com menor preferência dos empresários, são os que, notadamente, moram mais pessoas com baixos salários e com baixo poder junto a órgãos de imprensa, isso seja para falta d’água ou energia, assim como esses são os bairros mais quentes por falta de cobertura vegetal.

           

Outro gigantesco problema é com energia elétrica. A empresa privada que tem a concessão é extremamente criticada na cidade, principalmente nos subúrbios, com sistemas de manutenção que podem ser considerados abaixo da expectativa dos clientes finais e direcionado ao lucro financeiro.

           

Sem uma bomba para puxar água potável ou até mesmo de um poço, não ter como ligar a geladeira ou ligar o ventilador, num calor extremo, é no mínimo desumano.

           

Desse contexto, e em função das experiências de vida e de trabalho, nasceu um Projeto de Lei n⁰ 2584/2023, do Professor Josemar, o qual é deputado estadual, com base aqui em São Gonçalo. Com foco específico, que não daria nenhum prejuízo às empresas, mas grande retorno à Sociedade.

           

Esse projeto era especificamente para pessoas consideradas de baixa renda e incluídas no CADUNICO, do Governo Federal.

           

No dia 4 de dezembro de 2025, a ALERJ aprova o Projeto de Lei que acima citamos e é enviado para o atual Governador do Estado do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, do Partido Liberal – PL, para análise e despacho.

           

Notem que a temática é considerada tão positiva que, no dia 6 de janeiro de 2026, o Governo Federal ampliou a inclusão energética, de milhões de brasileiros, no programa Luz do Povo, demonstrando, assim, alta sensibilidade e carinho com a população mais pobre desse país.

           

Não há como discutir prejuízo ou criação de despesa para a empresa, visto que já faz parte, inclusive, de um leque alcançado pelos programas sociais do Governo Federal.

           

No dia 14 de dezembro de 2025, o Governador Cláudio Castro, o qual será candidato nessa próxima eleição deste ano, vetou integralmente o Projeto de Lei n⁰2584/2023, alegando “vício de iniciativa”

           

Em nota, o governo do estado justificou o veto por entender que se trata de uma modificação nos contratos que fere as atribuições constitucionais da União.

           

Para o Sr. Claudio Castro ser candidato este ano, terá que se desincompatibilizar do cargo de governador.


Como seu ex-vice-governador foi nomeado como Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado e o presidente da ALERJ foi preso numa ação da Polícia Federal, haverá para o cargo de Governador do Estado uma eleição indireta para um mandato tampão, e para o qual haverá uma disputa entre bolsonaristas – PL e as demais linhas de pensamento, inclusive PSOL e PT.


Assim, esse que aceitou que aconteça corte de água e energia elétrica em dias de extremo calor estará em breve nos subúrbios e comunidades pedindo, para aqueles que mais precisam, para que votem nele, pois a eleição é em outubro.


Essa temática é uma questão de dignidade, de respeito ao Ser Humano, e não como uma visão míope de apenas lucro financeiro, a qual, sequer, é afetada, mas de grande lucro social.

           

O PL n⁰2584/2023, do Professor Josemar, voltará ao plenário da ALERJ para que os deputados analisem o veto do Governador.  A pressão popular será imprescindível e oportuna para que o plenário da Assembleia Legislativa repare esse erro e, assim, possa dar mais dignidade ao povo do Rio de Janeiro.


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Oswaldo Mendes – Professor.         

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