Irã alerta mundo para se preparar para petróleo a US$ 200 o barril em meio à escalada da guerra
- Jornal Daki

- há 2 horas
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Forças iranianas atingem navios mercantes no Golfo e bloqueiam Estreito de Ormuz; AIE recomenda liberação recorde de reservas estratégicas para conter choque nos preços

O Irã emitiu um alerta contundente ao mundo nesta quarta-feira (11): o preço do petróleo pode chegar a US$ 200 o barril caso a segurança regional continue desestabilizada pelo conflito com EUA e Israel. A declaração do porta-voz do comando militar iraniano, Ebrahim Zolfaqari, ocorre em meio à escalada da guerra que já dura quase duas semanas, com cerca de 2 mil mortos, a maioria iranianos e libaneses.
As forças iranianas atingiram três navios mercantes no Golfo Pérsico, elevando para 14 o total de embarcações atacadas desde o início do conflito. O Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial, permanece bloqueado, com minas implantadas pelo Irã complicando a navegação. Os EUA afirmam ter destruído 28 navios iranianos lançadores de minas, enquanto Teerã adverte que centros econômicos da região se tornarão "alvos legítimos" se seus portos forem ameaçados.
Os preços do petróleo dispararam para quase US$ 120 por barril no início da semana antes de recuarem para cerca de US$ 90, mas voltaram a subir quase 5% com os novos temores de interrupção no fornecimento. A Agência Internacional de Energia (AIE) recomendou a liberação de 400 milhões de barris das reservas estratégicas globais – a maior intervenção da história – para conter o choque, endossada por Washington.
Apesar das declarações do presidente Donald Trump de que a guerra não durará muito mais e que os preços cairão, Israel afirma que a operação "continuará sem limite de tempo". O Pentágono descreveu os ataques como os mais intensos desde o início da guerra, enquanto o Irã demonstra capacidade de revidar, disparando contra Israel e alvos em todo o Oriente Médio.
No Irã, multidões participam de funerais de comandantes mortos, e a população se acostuma aos bombardeios noturnos que forçaram centenas de milhares a fugir para o campo. Teerã enfrenta ainda "chuva negra" da fumaça do petróleo. As esperanças ocidentais de que o sistema clerical fosse derrubado por protestos populares não se confirmaram, com o chefe de polícia advertindo que qualquer manifestante será tratado "como inimigo".
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