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João Pires, o 'caçador de escândalos' em SG, sugere que empresa da LPG é de fachada

Influenciador também afirma que vários possíveis ganhadores são ligados a políticos


Por Cláudio Figueiras


O influenciador digital gonçalense João Pires, famoso por denunciar casos escabrosos de corrupção do governo capitão Nelson (PL), entrou de sola no caso da Lei Paulo Gustavo (LPG) em São Gonçalo. Pires, em vídeo postado no Instagram na manhã desta sexta (5), sugeriu que o Instituto Joãosinho Trinta, empresa contratada pela prefeitura responsável pela avaliação e seleção dos projetos, é de fachada.


No vídeo, o influenciador afirma não ter encontrado a empresa no local informado no CNPJ em sua sede em Brasília, muito menos ter conseguido contato por telefone ou email, que volta acusando endereço não encontrado:



"Eu fui atrás de saber de algumas coisas desse instituto. Primeiro onde ele ficava. Procurei o endereço e fui ver se de fato ele tava funcionando nesse local. No centro empresarial onde eles dizem ficar, a sala 713, não tem nenhum condômino instalado. Quando a gente vai mandar um email, para o email cadastrado no CNPJ da empresa, o email volta, não existe. e quando a gente faz contato por telefone, também a gente não consegue realizar nenhum contato", revelou Pires.



E não é só isso. Ele também disse ter encontrado na relação de possíveis ganhadores, "pessoas ligadas a políticos, inclusive da área da cultura, ganhando sem ter entregue todos os documentos, que são obrigatórios, que não foram entregues e o projeto mesmo assim foi declarado apto pra concorrer" .


Desde a divulgação dos resultados no dia 29/12 que o Instituto Joãosinho Trinta ocupa o centro das atenções dos artistas e produtores culturais de São Gonçalo. A publicação em Diário Oficial saiu com uma infinidade de erros, alguns grosseiros, com notas e desclassificações pra lá de duvidosas e sem justificativas de pessoas e instituições experientes em elaboração de projetos.



Por causa desses problemas, artistas e produtores reunidos no Fórum Gonçalense de Cultura (FGC), decidiram, em reunião realizada nesta quarta (3), entrar com Mandado de Segurança na Justiça contra a prefeitura para paralisar o processo e anular o ato de dispensa de licitação que contratou a empresa, responsável por avaliar e selecionar projetos e premiações que irão receber mais de R$ 7 milhões em financiamento.


João Pires ficou famoso na cidade de São Gonçalo por denunciar casos de superfaturamento em contratos e corrupção no governo capitão Nelson. O mais recente caso foi do leite com sobrepreço de mais de 400%, adquirido pela Secretaria de Educação no ano passado.


Atualizado às 14h:57min.


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