Por que a região metropolitana do RJ é tão quente?
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Por que a região metropolitana do RJ é tão quente?

Por Carlos Turque


RMRJ visto por satélite/Reprodução
RMRJ visto por satélite/Reprodução

Por sua geografia (clima tropical, alta umidade e barreira orográfica nas bordas) a região metropolitana do Rio de Janeiro (RMRJ) apresenta, naturalmente, alto índice de calor, sobretudo durante os verões. Entretanto, ano após ano, esse índice vem aumentando, intensificando a sensação de desconforto térmico, o gasto de energia e os problemas de saúde.


O fator macro está associado ao aquecimento global provocado pela ação humana, principalmente a partir da era industrial. Isso é consenso na comunidade científica internacional.


Porém, é importante destacar que fatores locais também contribuem para essa situação. Eles estão relacionados com as profundas alterações provocadas pelo modelo de expansão urbana e industrial do último século e meio na região metropolitana do Rio de Janeiro.


Entre elas, se destacam:


- amplo desmatamento;

- utilização em larga escala de asfalto e concreto;

- verticalização (prédios altos que quebram a circulação de ventos); e

- poluição atmosférica (que intensifica o efeito estufa).


Diante desse quadro, o que pode ser feito em nível local?


Entre as muitas ações necessárias não pode faltar um (re)planejamento urbano que considere:


- criar e fortalecer regulações que ponham freio na especulação imobiliária;

- promover projetos de reflorestamento e de arborização urbana;

- investir em transportes coletivos; e

- promover educação ambiental em diversas frentes.


É fundamental haver conscientização e mobilização da sociedade para pressionar o poder público e os setores empresariais.


Planejamento urbano fundamentado no abandono de modelos de progresso equivocados e falidos e voltados para qualidade socioambiental é o caminho.


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Carlos Turque é Mestre em Ciência Ambiental pela UFF, Professor de Geografia da Rede Municipal de Niterói e Orientador Educacional do Colégio Pedro II.)

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