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O mundo sofre de 'humanidade baixa'

Por Rofa Araújo

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Quando ficamos doentes a maioria das vezes é porque estamos com a imunidade baixa. Diz desses, li nas redes sociais uma tirinha da personagem Mafalda diz em uma de um quadro: “O planeta ficou doente porque está com a humanidade baixa”. Fiquei refletindo sobre isso e pensando no quanto é uma grande verdade.


“Humanidade baixa” ocorre quando o amor ao próximo passa longe da vida de muitos que agem como se isso não existisse. Quantos casos de assassinatos por motivo torpe, banal, que observamos ultimamente? É filho matando os pais porque não queria ir à escola e, sim, ficar jogando game; um atira no outro por uma dívida de R$ 5,00; em meio a tragédia de pessoas que perderam tudo numa situação climática de enchentes, terremotos ou furacões e, simplesmente, as doações são roubadas ou desviadas na maior prova de desumanidade já vista.


A frieza parece tomar conta de muitos serres humanos que mais parecem ter um iceberg no lugar do coração que está congelado e não batendo mais. Enquanto muitos ajudam sem nem pensar duas vezes aqueles que precisam, outros além de não prestar nenhuma solidariedade, ainda por cima desviam ou usurpam as doações.



E será que por que isso acontece? O egoísmo de muita gente é tão grande que é deixa de ajudar quem precisa se não for para levar algum proveito com isso. Agem parecidos com os políticos que quem mais é captar votos em suas ações, sendo mais solidárias próximo das eleições que interessam a eles e bem apáticas quando está distante o processo eleitoral.


E o pior é que pensamos ser apenas aqui no Brasil, mas essas práticas têm sido difundidas mundo afora, onde até crianças pegam em armas, levam para a escola e atiram a esmo em seus colegas e professores, como num game que está acostumado a jogar, transformando o imaginário em real e sangue virtual em verdadeiro.


O que está acontecendo com a humanidade? Está tornando atitudes animalescas, irracionais sem dó nem piedade pela indiferença em relação ao seu próximo ou tem agido com frieza não se importando com o que passa os semelhantes de sua espécie?


É um situação que causa estranheza nas atitudes de tantos indivíduos mais parecidos com robôs sem sentimento algum do que naqueles seres humanos de carne e osso, dotados de sentimentos.


Qual solução imediata para esse diagnóstico de “humanidade baixa”? É preio saber que vivemos em sociedade, no coletivo, e que tudo que acontece com o todo afeta a cada um. Aquilo que sofre lá em outra parte do mundo ou mesmo numa região bem longe no país em que vivemos, deve nos afetar e precisamos ajudar, se não der para enviar donativos, recursos financeiros, então podemos fazer uma prece aos céus para que Deus cuide e proteja nossos irmãos necessitados. Isso é “ser humano”!   


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Rofa Araujo é jornalista, escritor (cronista, contista e poeta), mestre em Estudos Literários (UERJ), professor, palestrante, filósofo e teólogo.


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