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Mundo da capoeira em luto com assassinato de Mestre Paulinho Sabiá

Fundador do Grupo Capoeira Brasil foi morto a tiros em Niterói; comunidade destaca legado e cobra investigação


Paulinho Sabiá/Foto: arquivo pessoal
Paulinho Sabiá/Foto: arquivo pessoal

A morte de Paulo Cesar da Silva Souza, de 65 anos, conhecido como Mestre Paulinho Sabiá, abalou profundamente o universo da capoeira. Fundador do Grupo Capoeira Brasil, ele foi assassinado na noite da Quarta-feira de Cinzas (18), em Icaraí, Zona Sul de Niterói. Segundo a polícia, dois homens em uma motocicleta se aproximaram do carro em que o mestre estava e efetuaram disparos. Paulinho foi atingido três vezes e morreu no local; a motorista não sofreu ferimentos. A Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí investiga o caso como execução.


Natural de Niterói, Paulinho iniciou sua trajetória no tradicional Grupo Senzala e, em 1989, fundou o Capoeira Brasil ao lado de outros mestres. Inspirada na Capoeira Regional de Mestre Bimba, a organização se tornou uma das maiores do mundo, presente em dezenas de países e responsável pela formação de milhares de alunos, professores e mestres. Em sua cidade natal, liderava o núcleo Capoeira Brasil Niterói, mantendo viva a tradição da roda.


A notícia mobilizou capoeiristas em todo o país. O portal Grito Marcial publicou nota de pesar, definindo Paulinho como “um dos grandes pilares da Capoeira no Rio de Janeiro e no Brasil” e ressaltando que seu legado ultrapassa a técnica, abrangendo valores como disciplina, respeito e ancestralidade. Nas redes sociais, mestres e praticantes expressaram condolências e destacaram sua importância como referência ética e cultural.


Ainda não há informações confirmadas sobre velório e sepultamento. A comunidade da capoeira segue em luto, exigindo esclarecimentos sobre o crime e reafirmando o impacto de Paulinho Sabiá como símbolo de resistência e transformação social.


Com informações de A Tribuna.


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