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Sequestro de Maduro e esposa pelos EUA é só o começo

Por Helcio Albano


Maduro e sua mulher, Cilia Flores/Foto: Divulgação
Maduro e sua mulher, Cilia Flores/Foto: Divulgação

E aconteceu. Os Yanques invadiram a Venezuela e sequestraram Maduro e esposa.


O ato de agressão ao país é sem precedentes na América Latina. Proporcional à sua população (34 milhões) e, principalmente, às suas riquezas. Nada mais, nada menos, que a maior reserva de petróleo do planeta. O cobiçado ouro negro que move o mundo e as guerras do império do norte.


O fim do sistema Bretton Woods (1971), acompanhado da Crise do Petróleo (1973) possibilitaram o endividamento infinito dos EUA através do dólar, que passou a transacionar todo o petróleo mundial. O que deu, ao império, além da primazia, a possibilidade de impressão - também infinita - de sua moeda. Isso, claro, enquanto houver compra e venda do petróleo em dólar.


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Portanto, duas coisas são vitais ao império: o petróleo e a prevalência do dólar nas transações desse mineral viscoso. E também é vital que os países produtores estejam sob seu domínio e controle. Quem ensaia fugir das garras do Tio Sam, leva tiro porrada e bomba. Vejamos.


O primeiro país a sofrer com as bombas do império pelo controle do petróleo foi a Líbia (1986). Depois as guerras do Golfo (1990-1991), Iraque (2003), Líbia novamente (2011), Brasil (2013-16) e agora a Venezuela, que promete resistir.


Mas, infelizmente - com exceção do repúdio de Lula e de Petro (Colômbia) à ação estadunidense - a Venezuela está isolada no subcontinente.


Não se enganem: a agressão estúpida e inaceitável de Trump é sistêmica do império em decadência visando adiar sua queda.


Narcotráfico e terrorismo são só aqueles velhos e batidos pretextos pro saque da soberania e das riquezas de um país. Ninguém hoje tem o direito de cair nessa esparrela.


É daki pra pior, meus amigos.


***

Obs.: No Brasil, as bombas foram de outra natureza (Mídia, Lava Jato, Think Tanks), usadas pra roubar nosso pré-sal, destruir e entregar (em troca de joias) nossas refinarias.


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Helcio Albano é jornalista e editor-chefe do Jornal Daki.


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