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Bolsonaristas apreensivos com depoimento 'explosivo' de Heleno

Ex-Ministro teve encontro com a PF para falar sobre Abin paralela adiado

O general Augusto Heleno na CPMI dos atos golpistas. | Foto: Lula Marques/Agência Brasil
O general Augusto Heleno na CPMI dos atos golpistas. | Foto: Lula Marques/Agência Brasil


DCM - O depoimento do ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, sobre as alegadas atividades ilegais de espionagem realizadas dentro da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) tem gerado ansiedade entre os círculos próximos ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), de acordo com informações da jornalista Andréia Sadi, da GloboNews.


Os bolsonaristas demonstram preocupação com a possibilidade de um depoimento “explosivo” de Heleno à Polícia Federal (PF). Suspeita-se que, durante o governo anterior, a Abin tenha utilizado software para monitorar ilegalmente autoridades públicas, incluindo governadores e membros do Supremo Tribunal Federal (STF).


Segundo aliados de Bolsonaro, Heleno tem transmitido mensagens indicando que não tinha conhecimento de todas as ações realizadas pelo ex-chefe da Abin, Alexandre Ramagem, já que este último mantinha contato direto com apenas com o ex-presidente, como admitido por Ramagem.


O depoimento de Heleno foi adiado, conforme confirmado pela assessoria da PF, com o pedido partindo do próprio Heleno. O ex-ministro já havia negado anteriormente qualquer envolvimento no uso do software First Mile, principal ferramenta da chamada “Abin Paralela”, uma agência que operava de forma independente e que estava subordinada à pasta que Heleno comandava.


Em declarações anteriores, Heleno afirmou não haver motivos para a PF intimá-lo, alegando já ter prestado esclarecimentos à CPMI dos Atos Golpistas. No entanto, uma análise das notas taquigráficas das comissões não revelou nenhuma declaração de Heleno sobre a Abin paralela.


Ainda de acordo com informações de Sadi, ministros do STF acreditam que a criação de uma “Abin paralela” só seria viável com o consentimento de Bolsonaro e do ex-chefe do GSI. Ramagem, que é próximo da família Bolsonaro, relatou ter mantido contato direto com Bolsonaro e Heleno durante sua gestão na Abin, destacando que o general era seu superior hierárquico.


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