Cláudio Castro articula plano para evitar cassação no TSE
- Jornal Daki
- há 44 minutos
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Governador do Rio aposta em manobras jurídicas e no fator tempo para escapar de acusações de abuso de poder

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), está montando uma estratégia para evitar a cassação de seu mandato no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele responde a processos que investigam suposto abuso de poder político e econômico durante as eleições de 2022, em meio ao escândalo envolvendo a Fundação Ceperj.
Segundo informações, a defesa de Castro aposta no fator tempo como principal aliado. A ideia é adiar o julgamento até depois das eleições de 2026, permitindo que o governador dispute uma vaga ao Senado antes de eventual condenação. Caso seja considerado culpado, ele pode perder o mandato e ficar inelegível por oito anos.
As ações contra Castro foram movidas pelo Ministério Público Eleitoral e por Marcelo Freixo (PSB), adversário derrotado na disputa pelo governo e atual presidente da Embratur. Em novembro de 2025, Castro e o presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar (União Brasil), tentaram uma manobra para suspender o julgamento. A defesa de Bacellar apresentou uma questão de ordem no processo, com apoio do governador, numa tentativa de atrasar a análise das acusações.
Entre os pontos levantados pela acusação estão indícios de uso da máquina pública para favorecer aliados e irregularidades em contratações ligadas ao Ceperj. O caso ganhou repercussão nacional por envolver supostos pagamentos a funcionários fantasmas e uso político de programas estaduais.
O plano de Castro reacende o debate sobre os limites da Justiça Eleitoral e o uso de estratégias jurídicas para prolongar processos. Enquanto aliados afirmam que o governador é alvo de perseguição política, opositores sustentam que ele se beneficiou de esquemas ilegais para se manter no poder.
Com o julgamento ainda sem data definida, a expectativa é de que a disputa se arraste, mantendo em aberto o futuro político de Cláudio Castro e ampliando a pressão sobre sua gestão no Rio de Janeiro.
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