Crise na Rede Sustentabilidade se aprofunda com reação da direção nacional a Marina Silva
- Jornal Daki
- há 2 minutos
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Partido responde com dureza à decisão da ex-ministra de permanecer na legenda; grupo de Heloísa Helena fala em “indignação e perplexidade”

A crise interna da Rede Sustentabilidade ganhou novo capítulo após a direção nacional do partido reagir com dureza à decisão de Marina Silva de permanecer na legenda. Em nota divulgada na última terça-feira (7), o grupo comandado por Paulo Lamac, aliado da deputada Heloísa Helena, afirmou ter recebido com “indignação e perplexidade” o anúncio feito pela ex-ministra no fim de semana.
A cúpula da sigla acusou Marina de se recusar a dialogar com a instância máxima do partido e negou que tenha sugerido seu afastamento do governo Lula. Após meses de indefinição e convites de outras legendas, Marina afirmou que decidiu permanecer na Rede para “retomar valores basilares” do partido.
Na resposta à ala ligada à ministra, a direção nacional rebateu acusações de desrespeito ao “princípio horizontal estruturante” e afirmou que sua eleição ocorreu de “forma democrática”. “A Rede não tem dono. Não atender pretensões pessoais de uma liderança não é autoritarismo. Democracia exige respeito às decisões coletivas”, sustentou o comando partidário.
Aliados de Marina reagiram. “No fundo, a nota reforça o que tenta negar. Nós seguimos acreditando que a boa política se faz com pluralidade”, disse Giovanni Mockus.
Mesmo em meio ao conflito, Marina mantém a intenção de concorrer. A Rede, que integra federação com o PSOL, já declarou apoio à reeleição de Lula e à candidatura de Fernando Haddad ao governo de São Paulo. Marina se colocou à disposição para disputar a segunda vaga ao Senado na chapa de Haddad.
Em entrevista, a ex-ministra afirmou que o embate interno não inviabiliza sua candidatura. “Não posso permanecer fazendo de conta que diretórios legitimamente eleitos não foram dissolvidos”, argumentou.
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