Postura de Milei em convenção de Flávio Bolsonaro desagrada esquerda e direita
- Jornal Daki

- há 50 minutos
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Apoio do presidente argentino na convenção do PL gerou críticas de diferentes campos políticos; discurso contra Lula e Moraes abriu espaço para acusações de interferência estrangeira

A participação do presidente da Argentina, Javier Milei, na convenção que oficializou Flávio Bolsonaro (PL) como candidato à Presidência, no último sábado (25), gerou uma onda de críticas e passou a ser explorada por adversários do senador. Políticos de diferentes espectros, do PT ao Novo, condenaram a intromissão de um líder estrangeiro na eleição brasileira.
O apoio internacional, apresentado como trunfo pela campanha de Flávio, abriu espaço para ataques após Milei usar o palanque para ofender o presidente Lula e o ministro Alexandre de Moraes, do STF. O argentino chamou Lula de “ladrão”, afirmou que o Brasil está “a caminho da crise da dívida” e se referiu a Moraes como “lixo careca”. Por causa do discurso, Flávio passou a ser alvo de críticas até mesmo dentro do campo da direita.
O ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) classificou a convenção como uma “baixaria” e considerou “inadmissível” a interferência de líderes estrangeiros no processo eleitoral brasileiro. Romeu Zema (Novo) afirmou que a postura de Milei foi “deselegante” e configurou uma “tentativa de interferência”. Já Renan Santos (Missão) criticou a ingerência estrangeira, mas com foco nos Estados Unidos.
Pelo lado do governo, o Itamaraty convocou os embaixadores brasileiro e argentino para prestar esclarecimentos. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, chamou Milei de “palhaço” e citou os indicadores econômicos desfavoráveis da Argentina.
O presidente Lula ironizou o episódio: “Quem é esse cara?”. A Federação Brasil da Esperança protocolou notícia de fato na Procuradoria-Geral Eleitoral pedindo investigação sobre a participação de Milei no ato do PL.
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