Jornalista é detido nos EUA após transmitir protesto contra o ICE em igreja
- Jornal Daki
- há 23 minutos
- 2 min de leitura
Repórter foi abordado por autoridades federais depois de fazer uma live durante manifestação em Minnesota; defesa alega exercício da liberdade de imprensa e caso reacende debate sobre limites da atuação policial

O jornalista americano Don Lemon, ex-âncora da CNN e atualmente apresentador de seu próprio programa independente, foi detido na noite de quinta-feira (29) em Los Angeles (EUA) por seu suposto envolvimento com um protesto contra o Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE).
A prisão ocorre dias após Lemon fazer uma transmissão ao vivo (live) durante uma manifestação que interrompeu um culto religioso em uma igreja em St. Paul, Minnesota.
O protesto tinha como alvo as ações do ICE e foi marcado por confrontos e interrupção de um serviço religioso na Cities Church, onde manifestantes criticaram políticas de imigração do governo e a atuação da agência.
A detenção do jornalista foi feita por agentes do FBI e do Departamento de Segurança Interna (DHS), que acusam Lemon de participar de atividade que teria privado pessoas de seus direitos civis e violado uma lei federal que proíbe obstrução de acesso a locais de culto e outros espaços protegidos, conforme declarou uma autoridade do Departamento de Justiça à imprensa.
Lemon, que trabalhou por quase duas décadas na CNN entre 2014 e 2022, disse que estava na igreja apenas a trabalho, cobrindo o protesto como jornalista, e afirmou que sua atuação é protegida pela Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que garante a liberdade de expressão e de imprensa.
A prisão ocorreu enquanto ele estava em Los Angeles cobrindo outra pauta profissional, e gerou repercussão na imprensa internacional, com defensores da liberdade de imprensa criticando a ação das autoridades como um possível ataque aos direitos constitucionais dos repórteres.
O caso segue em curso, e Lemon deve responder às acusações apresentadas no âmbito federal.
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