Polêmica do número 13 mobiliza deputados da Alerj contra nome de BPM em Maricá
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Polêmica do número 13 mobiliza deputados da Alerj contra nome de BPM em Maricá

Parlamentares acusam governo estadual de usar nomenclatura do batalhão para sinalização política às vésperas das eleições e pedem mudança na designação da unidade PM


13º BPM (Maricá) será construído na Cidade da Segurança, no bairro Parque Nanci – Foto: Arte/ Divulgação
13º BPM (Maricá) será construído na Cidade da Segurança, no bairro Parque Nanci – Foto: Arte/ Divulgação

Deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) abriram uma frente de questionamento contra a proposta de nomear como 13º Batalhão de Polícia Militar (BPM) a unidade prevista para Maricá, alegando que a escolha do número carrega conotação político-partidária e pode gerar desgaste institucional para a corporação.


O número 13 é tradicionalmente associado ao Partido dos Trabalhadores (PT), legenda do prefeito de Maricá, Washington Quaquá, e de lideranças locais. Para parlamentares críticos à proposta, a nomenclatura do batalhão ultrapassa critérios técnicos e passa a funcionar como um gesto simbólico com viés eleitoral, especialmente em um cenário de antecipação das disputas municipais.


Deputados contrários à designação afirmam que batalhões da Polícia Militar devem seguir critérios administrativos, históricos ou territoriais, sem associações que possam sugerir alinhamento político. Segundo eles, a escolha do número pode comprometer a imagem de neutralidade da PM e gerar interpretações de aparelhamento institucional.


A controvérsia ganhou força nos corredores da Alerj, onde parlamentares passaram a pressionar o governo estadual para que reavalie a nomenclatura antes da formalização da unidade. Há também pedidos para que o tema seja debatido de forma mais ampla, evitando que a instalação do batalhão fique marcada por disputas simbólicas em vez de avanços concretos na segurança pública.


Procurado, o governo do estado ainda não apresentou uma posição definitiva sobre a mudança do nome, enquanto aliados da prefeitura de Maricá minimizam a polêmica e sustentam que a numeração segue critérios administrativos.


O embate, no entanto, evidencia como símbolos aparentemente técnicos podem se transformar em munição política em ano pré-eleitoral.


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