Júri popular de PMs acusados de matar Thiago Flausino é adiado por divergência de prova
- Jornal Daki
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Julgamento iria ocorrer na tarde desta terça-feira (27); familiares do jovem, morto durante operação na Cidade de Deus, reclamaram sobre tratamento

O júri popular dos policiais militares Diego Pereira Leal e Aslan Wagner Ribeiro de Faria, acusados de matar o jovem Thiago Menezes Flausino, de 13 anos, em uma operação na Cidade de Deus, em agosto de 2023, foi adiado por divergência de uma prova entre a acusação e a defesa. O julgamento iria ocorrer na tarde desta terça-feira (27).
Os PMs respondem pelos crimes de homicídio e fraude processual. Eles estão presos desde maio de 2024. Segundo as investigações, os agentes atiraram em Thiago depois que o jovem caiu de moto quando ele e um amigo circulavam pela Cidade de Deus.
O adiamento do júri causou revolta nos familiares do jovem. Segundo Diogo Flausino, pai de Thiago, eles foram os últimos a saber sobre a decisão.
O júri foi marcado para o dia 10 de fevereiro, às 9h.
Questionado sobre as reclamações da família do jovem, o TJRJ ainda não respondeu. O espaço está aberto para manifestação.
Familiares e amigos de Thiago realizaram um ato, nesta terça-feira (27), pedindo justiça e o fim da violência em comunidades. A manifestação ocorreu na frente do TJRJ, no Centro, onde iria ocorrer o julgamento dos PMs.
Priscila Menezes, mãe do jovem, pediu que os agentes sejam responsabilizados pelo crime. Para ela, o resultado julgamento pode, inclusive, ajudar outras famílias que viveram situações semelhantes.
"É um sofrimento para a família. Um júri não ameniza a minha dor, não vai trazer o meu filho de volta, mas a gente quer começar a responsabilizar esses policiais que fazem essas ações nas comunidades. O caso do Thiago eu escuto muito que é diferenciado, pois tinha câmeras e testemunhas. E se não tivesse? O meu filho seria um marginal agora? Tem muitas mães que não tem os seus casos resolvidos ou arquivados por falta de provas. Eu entendo que o caso do Thiago pode mudar isso. Trazer esperança para outras famílias que não tiveram respostas", disse.
Thiago morreu depois de ser baleado por policiais do Batalhão de Polícia de Choque (BPChq) durante uma operação, na madrugada do dia 7 de agosto de 2023, na Cidade de Deus, na Zona Sudoeste. Segundo o amigo do jovem, que estava junto com ele na moto, os dois circulavam pela comunidade com o veículo quando, em certo ponto, acabaram por perder o equilíbrio e cair. Ele narrou que, enquanto tentavam reerguer a motocicleta, foram surpreendidos com a aproximação de um carro descaracterizado e os ocupantes, que eram quatro PMs, saíram já atirando. Thiago foi atingido por três tiros.
*Com informações O Dia
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