Orelha: Polícia indicia pais de adolescentes agressores por coação; entenda
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Orelha: Polícia indicia pais de adolescentes agressores por coação; entenda

A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu um inquérito contra três adultos. Eles são apontados como pais e tio dos adolescentes envolvidos


Homenagem ao cão barbaramente torturado/Foto: reprodução
Homenagem ao cão barbaramente torturado/Foto: reprodução

A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu o inquérito que investigava possíveis interferências no andamento das investigações sobre a morte do cachorro comunitário Orelha, encontrado ferido na Praia Brava, em Florianópolis. No relatório final, as autoridades indiciaram três adultos — dois pais e um tio de adolescentes suspeitos — pelo crime de coação de testemunha, tendo em vista que teriam pressionado um porteiro para não revelar informações importantes ao processo.


O porteiro teria registrado imagens ou relatos sobre o episódio envolvendo os menores, mas sua participação no caso acabou gerando ações para impedir que prestasse depoimentos ou entregasse provas às autoridades. Em função disso, ele foi afastado temporariamente do trabalho por motivos de segurança.


O caso começou a ser investigado em meados de janeiro, quando moradores notaram que o cão, que vivia há anos na região e era conhecido por frequentadores, havia sido brutalmente agredido por um grupo de adolescentes. As agressões resultaram em ferimentos graves que levaram à eutanásia do animal. Com base em imagens de câmeras e relatos colhidos, quatro adolescentes foram identificados como suspeitos do ato infracional, que na legislação brasileira equivale a maus-tratos a animais.


Dois desses adolescentes estavam fora do país, nos Estados Unidos, com retorno previsto para a próxima semana; eles serão ouvidos pela Polícia Civil assim que voltarem. As investigações também verificam a possível participação do mesmo grupo em outro episódio envolvendo tentativa de matar um segundo cão.


Agora, com o inquérito sobre coação concluído, os autos serão encaminhados ao Ministério Público e ao Poder Judiciário para as fases seguintes do processo


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