Mulher foi tirar pedra na vesícula e ficou em estado vegetativo; família acusa médica de negligência
- Jornal Daki
- há 2 horas
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Servidora sofreu parada cardiorrespiratória durante procedimento de retirada de hérnia e pedra na vesícula e está sob cuidados intensivos há cinco meses

Em agosto de 2025, a servidora pública Camila Miranda Wanderley Nogueira, de 38 anos, deu entrada no Hospital Esperança, em Recife (PE), para uma cirurgia considerada de baixo risco — retirada da vesícula e correção de hérnia. Segundo a família, que acompanhou o procedimento e contratou assessoria jurídica, a paciente estava saudável, sem histórico de doenças pré-existentes antes da operação.
Durante o procedimento, Camila teria apresentado apneia, ou seja, interrupção involuntária da respiração, e os sinais disso teriam aparecido nos monitores cirúrgicos desde o início. De acordo com a defesa, os alertas não teriam sido devidamente atendidos pela equipe médica, o que evoluiu para uma parada cardiorrespiratória.
A paciente teria passado cerca de 15 minutos sem oxigenação adequada, resultando em lesões cerebrais irreversíveis e deixando-a em um quadro de consciência mínima, dependente de cuidados intensivos e acamada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) desde então.
Camila permanece em estado vegetativo, sem comunicação com o ambiente e completamente dependente de terceiros para atividades básicas, segundo relato da família. Ela tem dois filhos pequenos e seu marido e parentes descrevem o impacto emocional e prático da situação, que transformou radicalmente a vida de toda a família.
Em resposta ao caso, os familiares entraram com uma representação no Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) em dezembro de 2025, solicitando o afastamento e a cassação do registro profissional de três médicas que integraram a equipe que atendeu Camila — incluindo a anestesista que a substituiu no dia da cirurgia e duas cirurgiãs.
A denúncia aponta falhas, negligência e falta de intervenções adequadas frente aos sinais de agravamento do quadro.
O hospital e os conselhos médicos envolvidos ainda não se manifestaram publicamente sobre o caso. A família também avalia o ingresso de uma ação criminal na Justiça para responsabilizar os profissionais eventualmente envolvidos e evitar que episódios semelhantes ocorram com outras pessoas.
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