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Mulheres votam pra manter desigualdade salarial com homens

Isso mesmo! Bolsonaristas foram contra projeto que garante igualdade salarial entre homens e mulheres exercendo mesma função

Kicis, Moro, Zamba/Foto: Reprodução
Kicis, Moro, Zamba/Foto: Reprodução

Agenda do Poder - O Projeto de Lei da Igualdade Salarial foi aprovado nesta quinta com um alto percentual de votos “sim” na Câmara dos Deputados. Apenas 36 parlamentares se posicionaram contra o texto, dentre os quais dez são mulheres.


A Lei, que segue para o Senado Federal, institui medidas para garantir que homens e mulheres recebam o mesmo salário quando ocupam a mesma função. O texto cria dois tipos de multa em caso de descumprimento das regras de igualdade de gênero já previstas na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).


A primeira em favor da vítima, igual a dez vezes a remuneração a que a trabalhadora teria direito. E outra para um fundo público, correspondente a 3% da folha de pagamento, limitada a cem salários mínimos, caso se comprove a discriminação contra mulheres nos relatórios enviados ao Ministério do Trabalho.


Apenas o Partido Novo orientou sua bancada a votar contra o texto. Quando os parlamentares discutiam a medida na quarta, o deputado Gilson Marques (Novo-SC) disse que a Lei acabaria por “nivelar os salários por baixo”.



O Partido Liberal (PL), que tem como filiado o ex-presidente Jair Bolsonaro, liberou sua bancada para votar, ou seja, cada deputado poderia escolher livremente seu voto, sem influência da orientação da sigla. Mesmo assim, o PL é o principal partido que aparece na lista de parlamentares contrários ao projeto. Foram 26 filiados, entre os 36 votos “não”.

Veja a lista de parlamentares mulheres que votaram contra a medida:


Rosângela Moro (União-SP)

Bia Kicis (PL-DF)

Carla Zambelli (PL-SP)

Silvia Waiãpi (PL-AP)

Dani Cunha (União-RJ)

Caroline de Toni (PL-SC)

Julia Zanatta (PL-SC)

Adriana Ventura (Novo-SP)

Any Ortiz (Cidadania-RS)

Chris Tonietto (PL-RJ)


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