Lula volta ao Rio para tentar decifrar a 'esfinge bolsonarista' que não cede no estado
- Jornal Daki
- há 3 minutos
- 2 min de leitura
O estado que até 2014 dava vitórias ao PT, virou as costas para o partido e abraçou o bolsonarismo; Flávio, mesmo cercado de escândalos, lidera as pesquisas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarca no Rio de Janeiro nesta terça-feira (28) com uma agenda institucional, mas o peso político de sua presença é inegável. O Rio, que já foi o estado onde o petista teve sua maior votação histórica, em 2002, transformou-se, a partir de 2018, em um enigma que desafia a compreensão do PT.
O presidente participará de dois compromissos no estado. Pela manhã, visitará um hospital no Andaraí, na Zona Norte da capital, ao lado do diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom.
À noite, o presidente irá a Niterói, na região metropolitana, para participar da reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Petistas esperam que Eduardo Paes (PSD), candidato ao governo do Rio, acompanhe Lula no evento.
Durante anos, o Rio foi um celeiro de votos para Lula. A virada, no entanto, foi abrupta. Em 2018, Jair Bolsonaro conquistou 67,95% dos votos válidos no segundo turno. Em 2022, mesmo sem a máquina federal — que estava nas mãos de Bolsonaro — e com o apoio de parte da classe política local, Lula perdeu no estado por 13 pontos percentuais, com 43,47% contra 56,95% do ex-presidente. O que aconteceu?
A pesquisa Genial/Quaest divulgada na segunda-feira (27) mostrou empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro no Rio: 30% a 32%.
No segundo turno, o senador - mesmo cercado de diversos escândalos envolvendo o seu nome e aliados no estado - lidera com 38% contra 35%. Apesar do empate, o dado revela que o estado ainda não voltou ao colo do PT.
Lula tenta entender o que mudou no eleitor fluminense. A agenda no Andaraí e em Niterói é um esforço para ocupar espaço, mas a pergunta que ecoa nos bastidores é: o presidente conseguirá decifrar o enigma bolsonarista fluminense?
O Rio, que um dia foi sua maior vitória, hoje resiste. E decifrar esse enigma é fundamental para não ser devorado nas eleições
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