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Os perigos da endometriose - por Cristiana Souza


Lesões do endométrio/Imagem: Reprodução
Lesões do endométrio/Imagem: Reprodução

Esse texto é um relato e alerta sobre uma doença que acomete nós mulheres chamada Endometriose.


Conforme informações da página da Biblioteca Virtual em Saúde (Ministério da Saúde) a endometriose é uma doença inflamatória provocada por células do endométrio (tecido que reveste o útero) que, em vez de serem expelidas durante a menstruação, se movimentam no sentido oposto e caem nos ovários ou na cavidade abdominal, onde voltam a multiplicar-se e a sangrar.


Os sintomas são:



– dor em forma de cólica durante o período menstrual que pode incapacitar as mulheres de exercerem suas atividades habituais;

– dor durante as relações sexuais;

– dor e sangramento intestinais e urinários durante a menstruação;

– dificuldade de engravidar. A infertilidade está presente em cerca de 40% das mulheres com endometriose.


Após esse breve esclarecimento do que é a endometriose, irei relatar o sofrimento e a cura da minha irmã com essa doença.


Há dois anos ela começou a sentir fortes dores ao menstruar e procurou a sua ginecologista Dra. Georgia; uma profissional com vasta experiência, que ama o que faz e atende seus pacientes de forma humanizada. Ela salvou a vida da minha irmã no ano de 2012, numa cirurgia difícil para retirada de um mioma.



Após ser diagnosticada com a endometriose, iniciou o uso intermitente de anticoncepcional para não menstruar e indicação de cirurgia.


Foi necessário a realização de vários exames no pré-operatório, pois a cirurgia seria de alta complexidade e a endometriose estava num estágio avançado com importante comprometimento no intestino e outros órgãos.


Veio a pandemia e a cirurgia foi adiada. Foram meses de tensão e apreensão, mas também de fé até o dia 14/09/21. Nesse dia fui para o hospital às 6h para estar perto da minha irmã nesse momento tão delicado.



Quando a levaram para o centro cirúrgico, vi o misto de medo, incerteza e vontade de viver em seu olhar.


A Dra Georgia ligou às 8:40h para avisar que iriam iniciar o preparo para a cirurgia e disse que ela estava chorando. Senti um aperto no peito e vontade de estar segurando a sua mão naquele momento.


A sequência foram as horas mais longas da minha vida, naquele hospital junto com meu cunhado, nós, família e amigos estávamos em oração para que minha irmã resistisse aos procedimentos cirúrgicos.


O telefone tocou às 13h, era a médica anestesista para informar que estava correndo tudo bem. Chorei de emoção e agradecimento, mas a cirurgia ainda não havia terminado e o que mais desejava era ver minha irmã viva.



Às 15h a médica anestesista liga novamente para avisar que havia terminado a cirurgia. Que alívio!


A levaram para o quarto às 16h, ainda sob o efeito da anestesia, sentindo muita dor, sede e falando coisas desconexas. Mais uma vez chorei de emoção e agradecimento por sua vida.


O pós operatório surpreendeu a todos e no dia 17/09/21, ela foi pra casa e agora uma nova vida com saúde se inicia, e meu desejo é que seja por muitos anos.

Hoje posso afirmar que minha irmã teve uma nova chance para viver e eu tive minha fé fortalecida.


A saúde da mulher necessita de muita atenção e devemos fazer os exames periodicamente, pois uma doença detectada em seu estágio inicial, o tratamento e a cura tem mais chances de obter êxito.


Se cuidem mulheres!

Cristiana Souza é Assistente Social.









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