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Paes promete tirar Linha 3 do metrô do papel; estudo de viabilidade já está pronto pelo BNDES

Em caminhada pela cidade, o candidato do PSD ao governo do Rio defendeu uma Parceria Público-Privada (PPP) para viabilizar a ligação entre a capital, Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, além de reforçar o policiamento e propor a redistribuição do efetivo policial com base em manchas criminais


Paes em caminhada com candidatos no Jardim Catarina/Foto: reprodução Instagram
Paes em caminhada com candidatos no Jardim Catarina/Foto: reprodução Instagram


O candidato ao Governo do Rio Eduardo Paes (PSD) colocou duas antigas demandas de São Gonçalo no centro de sua agenda de campanha nesta segunda-feira (24): transporte e segurança pública. Durante caminhada pelos bairros do Jardim Catarina, Alcântara, Centro e Rio do Ouro, o ex-prefeito do Rio prometeu tirar do papel a Linha 3 do metrô e reforçar o policiamento caso seja eleito.


Para viabilizar a obra, Paes afirmou que uma das alternativas seria recorrer a uma Parceria Público-Privada (PPP), reunindo investimentos públicos e privados. A promessa ganha materialidade com um estudo do BNDES, divulgado no mesmo dia, que mapeou 15 projetos prioritários para a mobilidade no estado, com investimentos estimados em R$ 68 bilhões ao longo das próximas décadas.


A Linha 3 aparece entre as propostas: a ligação sairia do Rio, atravessaria a Baía de Guanabara por túnel e chegaria à Praça Arariboia, em Niterói, seguindo em direção a Alcântara, em São Gonçalo, com 12 estações. O estudo do BNDES, desenvolvido em parceria com o Ministério das Cidades, também prevê a extensão da Linha 2 entre Estácio e a Praça XV, abrindo caminho para a integração com a futura Linha 3.


O plano se soma a outros estudos recentes, como o da COPPE/UFRJ, que prevê uma rede ainda maior, com cerca de 50 quilômetros e 29 estações entre Rio, Niterói, São Gonçalo e Itaboraí. Paes citou intervenções realizadas durante suas administrações na Prefeitura do Rio, como o Porto Maravilha, para defender a viabilidade técnica do projeto.


Na segurança, Paes defendeu uma redistribuição do efetivo policial baseada nos locais de maior incidência de crimes. A ideia é direcionar agentes para as chamadas manchas criminais e adotar novos modelos de patrulhamento.


A necessidade de reforço ganha peso com os dados mais recentes sobre a criminalidade no município: São Gonçalo registrou um salto de 118,8% nos roubos de veículos no primeiro semestre de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior.


Os dados, do Instituto de Segurança Pública (ISP), mostram que os casos passaram de 2.128 para 4.657 no período.


"O que nós vamos fazer é redistribuir o nosso efetivo, ampliar efetivo a partir de manchas criminais, é o que tem que estar sendo feito aqui em São Gonçalo, tem que ter mais efetivo para esse cuidado", afirmou.


O candidato também propôs a utilização de missões dirigidas, onde os policiais começariam o serviço com informações sobre os locais com maior concentração de ocorrências.


Paes afirmou que os indicadores de criminalidade aumentaram recentemente no município e usou esse cenário para defender uma maior presença policial.


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