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Argentino que mentiu sobre urnas aliado de Eduardo Bolsonaro é preso na Bolívia acusado de mandar matar ex-mulher

Fernando Cerimedo foi detido no aeroporto de Santa Cruz quando tentava embarcar para a Argentina. Ele é suspeito de ser o mandante do ataque a tiros contra a advogada Nadia Beller, que está hospitalizada


- Fernando Cerimedo com Eduardo Bolsonaro e no ataque às urnas no Brasil (Reprodução)
- Fernando Cerimedo com Eduardo Bolsonaro e no ataque às urnas no Brasil (Reprodução)


O ex-assessor do presidente argentino Javier Milei e aliado do clã Bolsonaro, Fernando Cerimedo, foi preso na terça-feira (18) na Bolívia, suspeito de envolvimento em um ataque a tiros contra sua ex-companheira, a advogada Nadia Beller. A detenção ocorreu no Aeroporto Internacional Viru Viru, em Santa Cruz de la Sierra, quando ele tentava embarcar para a Argentina.


As autoridades bolivianas investigam Cerimedo como o autor intelectual do atentado. Segundo as investigações, dois homens se passaram por entregadores e atiraram em Beller na porta de um hotel. A advogada foi atingida por três tiros, permanece hospitalizada e passou por cirurgia. Os criminosos roubaram sua bolsa e celular e fugiram em uma motocicleta.


O argentino, que atua como consultor do presidente boliviano Rodrigo Paz, tem ligações com a extrema direita sul-americana. Foi indiciado pela Polícia Federal brasileira em 2024 no inquérito que investigou a tentativa de golpe de Estado no Brasil, mas não foi denunciado.


Cerimedo é próximo do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, com quem participou de uma live em julho para questionar o sistema eleitoral brasileiro.


Nas redes sociais, Cerimedo celebrou o encontro de Flávio Bolsonaro com Donald Trump na Casa Branca e registrou um encontro com Eduardo Bolsonaro em Mar-a-Lago. Sua defesa nega as acusações e afirma que a detenção é parte de uma perseguição política.



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