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Tudo o que se quer - por Paulinho Freitas

SÃO GONÇALO DE AFETOS


Foto: Pixabay
Foto: Pixabay

A gente quer viver muito, quer ganhar muito dinheiro, quer ter a melhor casa, o melhor carro, a pessoa mais bonita, mais legal, mais cobiçada ao nosso lado. A gente sempre almeja sempre o melhor. A gente quer ter o melhor, a gente quer ser o melhor. No final, quando não há mais o que conquistar, ou não dá mais tempo de conquistar, olhamos para trás e para frente e vemos que desperdiçamos tempo e energia nas ambições e esquecemos o que realmente importava para ser feliz.


O corpo queria saúde e demos veneno, a alma queria paz e a enchemos de pecado, o coração queria amor e demos a ele uma mistura de sentimentos que só o desgastou precocemente, o fez sofrer, o fez se diluir em lágrimas. O pior que assim como com o nosso corpo, nossa alma e nossa mente, também fazemos o mesmo com nossas relações de amizade, com as plantas do quintal, com a água, com a terra e com o ar. Quem fez o mundo, fez para que usufruíssemos toda a sua exuberância, beleza e recursos naturais. Nós, desmatamos, matamos, assoreamos, destruímos tudo de bom a nossa volta.  


Hoje, depois do temporal, de ver tanto sofrimento nas pessoas pela falta de energia, por ver tudo o que foi construído a duras penas ser levado pelas águas ou destruído pelos ventos acordei triste, destruído por não ter o que fazer a não ser pedir perdão a essa gurizada que está chegando agora pelo mundo que estamos deixando para eles tomarem conta. A gente quer tudo, mas para isso não fazemos nada. 


Hoje estou azedo e decepcionado comigo e com o resto da humanidade. A gente não presta! 

Semana que vem eu volto ao normal. Hoje, não dá.     


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Paulinho Freitas é sambista, compositor e escritor.


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