China vê ação dos EUA como 'grave afronta à soberania' da Venezuela
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China vê ação dos EUA como 'grave afronta à soberania' da Venezuela

Porta-voz disse ainda que negociações com a Venezuela “serão protegidas”, leia-se petróleo


Mao Ning, porta‑voz do Ministério das Relações Exteriores da China. Foto: Reuters
Mao Ning, porta‑voz do Ministério das Relações Exteriores da China. Foto: Reuters

A China afirmou que suas negociações com a Venezuela “serão protegidas”, apesar das ofensivas dos Estados Unidos. Mao Ning, porta‑voz do Ministério das Relações Exteriores, disse que o país sul-americano tem “plena e permanente soberania sobre seus recursos naturais”.


A declaração foi dada ao Brasil de Fato durante coletiva de imprensa em Pequim. Mao Ning falava sobre as tentativas de interferência externa nos recursos da Venezuela, especialmente no setor de petróleo, que seriam desviados para os interesses dos EUA.


A China condenou enfaticamente as ações de intimidação dos Estados Unidos, que buscam alterar a gestão dos recursos petrolíferos da Venezuela e impor condições econômicas ao país. Mao Ning acusou os EUA de usar força para pressionar Caracas, caracterizando o ato como uma violação do direito internacional.


“O recente uso da força dos Estados Unidos contra a Venezuela, acompanhado da exigência de que Caracas priorize os interesses dos EUA na gestão de seus próprios recursos petrolíferos, constitui um flagrante ato de intimidação. Essa conduta configura uma séria violação do direito internacional, uma grave afronta à soberania venezuelana e um dano severo aos direitos do povo venezuelano”, prosseguiu.


Em relação às negociações com a Venezuela, a China reforçou seu compromisso em defender os acordos firmados com o país sul-americano, especialmente nas áreas energética e econômica. Mao Ning afirmou que a cooperação entre China e Venezuela “é protegida pelo direito internacional” e pelas leis domésticas de ambos os países.


“Qualquer tentativa de interferir na soberania venezuelana será considerada uma afronta direta aos interesses estratégicos da China. A China continuará defendendo a continuidade dos acordos energéticos e investimentos chineses em solo venezuelano”, acrescentou.


A porta-voz ainda disse que os Estados Unidos “impõem sanções unilaterais ilegais à indústria petrolífera venezuelana”. Segundo ela, essas ações “têm perturbado gravemente a ordem econômica e social da Venezuela e ameaçado a estabilidade das cadeias globais de produção e fornecimento”.


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