Big techs vão tentar interferir nas eleições do Brasil, alerta cientista político; vídeo
- Jornal Daki
- há 32 minutos
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Para Rudá Ricci, inércia da população brasileira pode facilitar o caminho para manipulação

Brasil de Fato - O processo eleitoral brasileiro em 2026 vai ter forte influência das chamadas big techs. O alerta é do cientista político Rudá Ricci, que prevê que as gigantes da área de tecnologia terão especial interesse em nosso país e também na Colômbia, país que em maio começa a escolher o presidente para um mandato que irá até 2030.
“São os maiores países que vão ter eleições este ano na América Latina, os mais importantes. Há uma decisão já nítida de que as big techs vão entrar com tudo, soltando aqueles milhões de mensagens que vamos receber, todas customizadas, cada uma dizendo uma coisa para cada nicho”, afirmou Ricci, durante entrevista à primeira edição do jornal Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato, nesta quarta-feira (7).
Com o avanço dos algoritmos, esses nichos ficam cada vez mais específicos, e isso será explorado nos próximos meses, quando a campanha esquentar. “Para quem é corintiano, vai dizer que o Lula é corintiano e nunca fez nada pelo Corinthians; para quem é palmeirense, vai dizer que o Lula é corintiano. E assim por diante”, exemplificou o especialista.
Ricci vê um risco adicional na atual sociedade brasileira. Segundo ele, pesquisas mostram que a sociedade brasileira está inerte e cada vez mais individualista. Isso se reflete, por exemplo, nas reações aos ataques golpistas de 8 de Janeiro de 2023. Embora a rejeição ao episódio seja registrado pela maioria da sociedade em pesquisas e enquetes, nas ruas o cenário é diferente.
“Nós da sociologia estamos bem impactados: nunca vimos a sociedade brasileira tão inerte. Vemos identificando e analisando nas pesquisas: em todo o Brasil, cada um quer resolver sua vida isoladamente. É muito preocupante. E isso vai acabar facilitando essas manipulações que vamos viver a partir de agosto no Brasil”, destacou.
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