Recalculando a rota
- Jornal Daki

- há 1 dia
- 6 min de leitura
Por Rofa Rogério Araújo

Quando utilizando o GPS ou mesmo um carro de aplicativo e ele está seguindo por uma determinada rota traçada para chegar do ponto inicial ao destino e, de repente, entra por uma outra rua ou decide mudar de caminho, ouvimos com voz de robô do aplicativo: “Recalculando a rota”.
E isso é algo mais normal do mundo, sem estresse, sem cobrança do motivo pelo qual mudamos o planejado porque o mais importante é chegar bem ao destino. E refletir sobre isso tem tudo a ver com o início de um novo ano, como acabamos de viver com a passagem de 2025 para 2026.
Quantas vezes fazemos aqueles planos detalhados para o ano que inicia, de maneira a chegarmos ao seu final com isso ou aquilo realizado, mas por um caminho previamente traçado como se não tivesse outro para chegar ao mesmo destino. E, na verdade, existe muitos que levam ao mesmo lugar, uns mais demorados e outros menos ou até por um atalho que pode até ser mais perigoso e sem prévia certeza de que irá ser um acerto.
A vida é assim e não podemos levar tudo muito a sério e nos estressar por tudo para não prejudicar inclusive nossa saúde. É preciso ser mais flexível com tudo que acontece. Nem tudo é do nosso jeito, mas nem por isso deixa de ocorrer. Porque muitos parecem que querem obter o que planejou apenas da forma que imaginou e parece não aceitar muito quando algo ocorre fora de seu controle, mesmo que aconteça.
Uma frase popularizada por uma música de um famoso cantor que diz: “Deixa a vida me levar, vida leva eu”, de Zeca Pagodinho, parece que significa que perdemos o controle do nosso viver e que precisar aceitar o que vier pela frente, mas não é somente essa a interpretação mais realista. Ao invés de deixar a vida nos levar, devemos levar a vida com mais conforto e alegria e muito menos tensão e ansiedade.
Como uma viagem que planejamos uma rota e que iríamos passar por essa ou aquela estrada e nem tudo sai como imaginamos e é preciso mudar a rota, com o objetivo já traçado de chegar ao mesmo destino e que pode até demora mais, mas a chegada é certa.
Assim, com todo esse peso da caminhada podemos deixar de vislumbrar por onde passamos, aproveitar cada momento vivido e olhar por onde passamos que pode ser um local nunca percebido por que tudo que foi planejado parece mais importante do que realmente chagar o local planejado.
Agimos como uma criança que sempre pergunta “Falta para chegar?”, ao indagar numa viagem a demora para finalmente desembarcar onde foi previamente pensado com toda a família. Para ela, está demorando muito justamente pela no observação dos caminhos percorridos pela janela que não aproveita para visualizar. Coisas de crianças, mas que repetimos já como adultos.
Como disse a renomada escritora brasileira, mas nascida na Ucrânia: “Não quero ter a super limitação de quem vive, apenas do que é passível de fazer sentido”. Nem tudo que parece não ter muito sentido quer dizer que não serve para nós. É preciso constante reflexão par lidar com o novo, com o instantâneo que pode ocorrer quando menos esperamos. Tudo porque em nossa mente tudo é muito metodicamente planejado como se nada pudesse ser modificado até mesmo para muito melhor.
A mesma autora, também nos alerta: “Mas há uma vida que é para ser intensamente vívida”. É na intensidade que é preciso viver e não na maia-boca, no mais-ou-menos porque aí sim teremos de nos contentar em “Deixa a vida nos levar” e não iremos levar e ter uma vida de verdade por pura falta de atenção com o que se passa em nossa frente ou aos lados.
Viva um 2026 bem vivido mesmo que tenho de “recalcular a rota” para chegar ao destino pretendido no final dos seus 365 dias.
Quando utilizando o GPS ou mesmo um carro de aplicativo e ele está seguindo por uma determinada rota traçada para chegar do ponto inicial ao destino e, de repente, entra por uma outra rua ou decide mudar de caminho, ouvimos com voz de robô do aplicativo: “Recalculando a rota”.
E isso é algo mais normal do mundo, sem estresse, sem cobrança do motivo pelo qual mudamos o planejado porque o mais importante é chegar bem ao destino. E refletir sobre isso tem tudo a ver com o início de um novo ano, como acabamos de viver com a passagem de 2025 para 2026.
Quantas vezes fazemos aqueles planos detalhados para o ano que inicia, de maneira a chegarmos ao seu final com isso ou aquilo realizado, mas por um caminho previamente traçado como se não tivesse outro para chegar ao mesmo destino. E, na verdade, existe muitos que levam ao mesmo lugar, uns mais demorados e outros menos ou até por um atalho que pode até ser mais perigoso e sem prévia certeza de que irá ser um acerto.
A vida é assim e não podemos levar tudo muito a sério e nos estressar por tudo para não prejudicar inclusive nossa saúde. É preciso ser mais flexível com tudo que acontece. Nem tudo é do nosso jeito, mas nem por isso deixa de ocorrer. Porque muitos parecem que querem obter o que planejou apenas da forma que imaginou e parece não aceitar muito quando algo ocorre fora de seu controle, mesmo que aconteça.
Uma frase popularizada por uma música de um famoso cantor que diz: “Deixa a vida me levar, vida leva eu”, de Zeca Pagodinho, parece que significa que perdemos o controle do nosso viver e que precisar aceitar o que vier pela frente, mas não é somente essa a interpretação mais realista. Ao invés de deixar a vida nos levar, devemos levar a vida com mais conforto e alegria e muito menos tensão e ansiedade.
Como uma viagem que planejamos uma rota e que iríamos passar por essa ou aquela estrada e nem tudo sai como imaginamos e é preciso mudar a rota, com o objetivo já traçado de chegar ao mesmo destino e que pode até demora mais, mas a chegada é certa.
Assim, com todo esse peso da caminhada podemos deixar de vislumbrar por onde passamos, aproveitar cada momento vivido e olhar por onde passamos que pode ser um local nunca percebido por que tudo que foi planejado parece mais importante do que realmente chagar o local planejado.
Agimos como uma criança que sempre pergunta “Falta para chegar?”, ao indagar numa viagem a demora para finalmente desembarcar onde foi previamente pensado com toda a família. Para ela, está demorando muito justamente pela no observação dos caminhos percorridos pela janela que não aproveita para visualizar. Coisas de crianças, mas que repetimos já como adultos.
Como disse a renomada escritora brasileira, mas nascida na Ucrânia: “Não quero ter a super limitação de quem vive, apenas do que é passível de fazer sentido”. Nem tudo que parece não ter muito sentido quer dizer que não serve para nós. É preciso constante reflexão par lidar com o novo, com o instantâneo que pode ocorrer quando menos esperamos. Tudo porque em nossa mente tudo é muito metodicamente planejado como se nada pudesse ser modificado até mesmo para muito melhor.
A mesma autora, também nos alerta: “Mas há uma vida que é para ser intensamente vívida”. É na intensidade que é preciso viver e não na maia-boca, no mais-ou-menos porque aí sim teremos de nos contentar em “Deixa a vida nos levar” e não iremos levar e ter uma vida de verdade por pura falta de atenção com o que se passa em nossa frente ou aos lados.
Viva um 2026 bem vivido mesmo que tenho de “recalcular a rota” para chegar ao destino pretendido no final dos seus 365 dias.
O ponto final dessa grande espiral de injustiça que começa com a escravidão e termina em desigualdade e sofrimento.
Nos siga no BlueSky AQUI.
Entre no nosso grupo de WhatsApp AQUI.
Entre no nosso grupo do Telegram AQUI.
Ajude a fortalecer nosso jornalismo independente contribuindo com a campanha 'Sou Daki e Apoio' de financiamento coletivo do Jornal Daki. Clique AQUI e contribua.

Rofa Araujo é jornalista, escritor (cronista, contista e poeta), mestre em Estudos Literários (UERJ), professor, palestrante, filósofo e teólogo.













































































Comentários