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CNJ afasta desembargadora que associou Marielle ao Comando Vermelho

Dias após o assassinato de Marielle e do motorista Anderson Gomes, em março de 2018, a magistrada disse em uma publicação nas redes sociais que a parlamentar estava “engajada com bandidos” e havia sido eleita com a ajuda do Comando Vermelho, uma das principais facções criminosas do país

Desembargadora Marília de Castro Neves Vieira, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). Foto: Reprodução
Desembargadora Marília de Castro Neves Vieira, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). Foto: Reprodução

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) afastou nesta terça-feira (21) a desembargadora Marília de Castro Neves Vieira, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), que atacou a vereadora Marielle Franco. Alvo de um processo administrativo disciplinar (PAD), ela terá que ficar longe das funções por 90 dias e terá o salário reduzido.


Dias após o assassinato de Marielle e do motorista Anderson Gomes, em março de 2018, a magistrada disse em uma publicação nas redes sociais que a parlamentar estava “engajada com bandidos” e havia sido eleita com a ajuda do Comando Vermelho, uma das principais facções criminosas do país.


“A tal Marielle não era apenas uma ‘lutadora’; ela estava engajada com bandidos! Foi eleita pelo Comando Vermelho e descumpriu ‘compromissos’ assumidos com seus apoiadores”, afirmou a Marília na época.


“Temos certeza que seu comportamento, ditado por seu engajamento político, foi determinante para o seu trágico fim. Qualquer outra coisa diversa é mimimi da esquerda tentando agregar valor a um cadáver tão comum quanto qualquer outro”, acrescentou.


O presidente do órgão e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, defendia que a magistrada ficasse afastada por 180 dias.


Barroso foi contundente nas críticas à desembargadora. “Consideraria chocantes vindas de qualquer pessoa”, disse o ministro sobre as declarações de Marília Vieira nas redes sociais.

“Calúnia, transfobia, capacitismo e desrespeito aos mortos. Noventa dias é quase um ‘prêmio’ para um comportamento espantoso para uma membra do Poder Judiciário”, defendeu Barroso.


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