Díaz-Canel afirma que Cuba 'está em pé e não se rende' e acusa EUA de 'genocídio silencioso'
- Jornal Daki

- há 5 minutos
- 2 min de leitura
Em entrevista à Folha, presidente cubano nega guinada capitalista e afirma que, mesmo sob bloqueio energético e com apagões de mais de 40 horas, o país resistirá. "Se chegar a minha hora, chegou. Mas não vai ser com fraqueza e covardia."

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou em entrevista à jornalista Monica Bergamo, da Folha de S. Paulo, que seu país resistirá ao que chamou de "genocídio silencioso" promovido pelos Estados Unidos. Segundo ele, o governo de Donald Trump impõe um "bloqueio energético" que, em sete meses, permitiu a entrada de apenas um navio petroleiro em Cuba, agravando a crise e causando apagões de mais de 40 horas.
Díaz-Canel negou que as 176 reformas econômicas aprovadas pelo parlamento cubano representem uma guinada capitalista. "O povo não permitiria", disse, defendendo que as medidas visam dar "maior autonomia à empresa estatal socialista" e não significam "renúncia ao socialismo". Ele garantiu que os principais meios de produção seguem nas mãos do Estado.
O líder cubano acusou os EUA de tentar "provocar uma explosão social" que leve à "queda da Revolução". "Estão impondo a Cuba uma guerra multidimensional: ideológica, cultural, econômica e midiática", afirmou. Ele citou dados do impacto do bloqueio: mais de 98 mil pacientes aguardam cirurgias, 12 mil delas crianças, e a mortalidade infantil, que era de 4 a 5 mortes por mil nascidos vivos, mais que dobrou.
Questionado sobre uma possível intervenção militar americana, Díaz-Canel endureceu o discurso. "Se chegar a minha hora, chegou. Mas não vai ser com fraqueza e covardia. Vai ser lutando", declarou. Segundo ele, não há alternativa senão resistir. "Não pode haver diálogo sob opressão".
"Sem energia elétrica, todos os dias nossos médicos e enfermeiros chegam aos hospitais para salvar vidas", afirmou, ressaltando que a esperança do povo cubano não foi apagada. "Aqui estamos, em pé, lutando, sem nos render", concluiu, rejeitando qualquer comparação com a Venezuela e defendendo que a unidade do povo cubano em torno da Revolução é a garantia de que não haverá "restauração capitalista".
Nos siga no BlueSky AQUI.
Entre no nosso grupo de WhatsApp AQUI.
Entre no nosso grupo do Telegram AQUI.
Ajude a fortalecer nosso jornalismo independente contribuindo com a campanha 'Sou Daki e Apoio' de financiamento coletivo do Jornal Daki. Clique AQUI e contribua.








































































Comentários