Ex-mulher de argentino que atua com os Bolsonaro fala de hospital, acusa assessor de atentado e revela gravidez
- Jornal Daki

- há 39 minutos
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Nadia Beller, baleada em hotel na Bolívia, diz que fingiu estar morta para escapar dos algozes. Ela também denunciou agressões e corrupção, enquanto o ex-assessor de Milei está detido

A advogada e ativista Nadia Beller, ex-companheira do consultor político Fernando Cerimedo, concedeu uma entrevista do hospital onde está internada após ser baleada na noite de segunda-feira (17) em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. Ela acusou diretamente Cerimedo de ser o mentor do atentado. As informações são do jornal Clarín.
Beller, que levou quatro tiros nos braços, no peito e em uma costela, revelou que está grávida de quatro semanas. Durante o ataque, ela afirmou que se jogou no chão e fingiu estar morta para sobreviver:
“Fiquei meia hora sem me mover e um dos sicários hesitou se se aproximava para me executar”. Os agressores levaram seu celular, onde ela guardava provas de agressões físicas e corrupção.
Desde o leito, a ativista afirmou temer por sua vida e pediu proteção à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), acusando o governo de Rodrigo Paz, presidente da Bolívia, de tentar silenciá-la.
“O governo é o principal interessado em me calar. Rodrigo Paz, sua mulher e sua família fazem os maiores negócios com corretores e seguros de empresas estatais. Tenho provas”, declarou.
Beller também detalhou a relação conturbada com Cerimedo, assessor do presidente boliviano e ex-assessor de Javier Milei. Ela afirmou que, em abril, descobriu que ele mantinha conversas românticas com uma ex-companheira e, ao confrontá-lo, foi agredida:
“Foi a primeira vez que ele me enforcou”.
Ela relatou ainda que Cerimedo a teria enviado ao hotel onde foi atacada sob o pretexto de obter provas contra o ex-presidente Evo Morales, garantindo que ela estaria segura e escoltada.
“Ele me mandou com dois supostos custodiantes. Mas nunca houve troca de tiros, nunca os perseguiram”, disse.
Ela também afirmou que Cerimedo comanda “um grupo de elite” da polícia que não obedece a ninguém além dele.
Cerimedo foi detido no aeroporto de Santa Cruz na terça-feira (18) quando tentava embarcar para Buenos Aires.
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