Wagner Moura recua sobre 'fascismo de esquerda', mas critica patrulha ideológica
- Jornal Daki

- há 8 horas
- 2 min de leitura
Ator afirmou que o termo não é apropriado e é insensível, após usar a expressão no "Conversa com Bial". Ele criticou a cultura do cancelamento e disse que apoia movimentos identitários

O ator Wagner Moura enviou uma mensagem à Folha de S. Paulo para se desculpar pelo uso da expressão "fascisminho de esquerda" durante sua participação no programa "Conversa com Bial", há duas semanas, à beira de uma piscina na Grécia com o Paternon ao fundo. A fala gerou reações nas redes sociais, com críticas tanto da direita quanto de parte da esquerda.
No programa, Moura comentava sobre as críticas que recebe por ser bem-sucedido, morar nos Estados Unidos e ainda se posicionar a favor da justiça social e de minorias. Ele reproduziu argumentos usados para atacá-lo, como "não é gay e defende gay" ou "não é preto e defende preto". Figuras e portais de direita compartilharam cortes da entrevista para criticar o ator, enquanto alguns internautas de esquerda reagiram com posts jocosos.
Na mensagem enviada à Folha na última sexta-feira, Moura afirmou:
"Eu apoio todos os movimentos identitários. Todos. Mas não a cultura do cancelamento. Acho covarde. Venha da direita ou da esquerda".
Ele explicou que o personagem que interpreta na peça "Um Julgamento" – uma continuação de "Um Inimigo do Povo", de Ibsen – é uma pessoa que foi cancelada. "Mas errei ao chamar isso de 'fascisminho de esquerda'. Não é um termo apropriado e é insensível ao fato de que são historicamente as minorias que sofrem a violência que caracteriza o fascismo", disse.
Moura está em turnê pela Europa com a peça, que aborda a cultura do cancelamento e o julgamento público, com a plateia atuando como júri a cada apresentação.
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