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'O crime estava dentro do Palácio Guanabara', diz Paes sobre PL, Castro e Douglas Ruas

Em sabatina, candidato do PSD ao governo do Rio disse que o crime organizado se infiltrou no Palácio Guanabara e na Alerj, prometeu retomar territórios e rejeitou pedir autorização a traficantes para entrar em comunidades


O ex-prefeito rejeitou a ideia de pedir autorização a traficantes para entrar em comunidades / Reprodução
O ex-prefeito rejeitou a ideia de pedir autorização a traficantes para entrar em comunidades / Reprodução


O candidato ao Governo do Rio Eduardo Paes (PSD) colocou a segurança pública no centro de sua campanha e elevou o tom contra o grupo político que comanda o estado. Em sabatina da Rede Record, o ex-prefeito afirmou que o crime organizado se infiltrou na estrutura do governo estadual e associou o cenário ao PL fluminense e a aliados do ex-governador Cláudio Castro.


“O crime estava dentro do Palácio Guanabara”, afirmou, ao comentar prisões e investigações envolvendo integrantes da administração estadual. Em outro momento, ampliou a crítica:


“O PL do Rio está metido até o talo com o crime organizado”.


Paes também direcionou ataques ao adversário Douglas Ruas (PL), ligado politicamente à gestão Castro como secretário das Cidades até abril deste ano, quando se desincompatibilizou do cargo.


Questionado sobre qual seria o principal tema para o próximo governador, Paes repetiu cinco vezes a mesma palavra: “Segurança”.


Para ele, o problema exige comando centralizado, inteligência, asfixia financeira das organizações criminosas e ocupação permanente dos territórios retomados.


O candidato prometeu recriar uma Secretaria de Segurança com comando unificado e autonomia financeira para as polícias Civil e Militar, protegendo decisões como a escolha de comandantes de batalhões e responsáveis por delegacias da interferência de deputados e outros grupos políticos.


Ao ser questionado sobre a circulação de candidatos em regiões controladas por grupos criminosos, Paes rejeitou a ideia de pedir autorização a traficantes para entrar em comunidades:


“Eu entro em qualquer lugar da cidade e do Estado do Rio de Janeiro sem pedir autorização para ninguém”.


Ele afirmou que já foi inúmeras vezes aos complexos da Penha e do Alemão durante seus mandatos.


Paes disse que pretende buscar cooperação da Polícia Federal e, quando necessário, de forças federais e das Forças Armadas. O candidato também prometeu reformular o sistema penitenciário, com a criação de presídio de segurança máxima, maior rigor no isolamento de lideranças criminosas e ampliação do trabalho de presos. Além da segurança,


Paes abordou saúde, educação, situação fiscal e relação com a Alerj, afirmando que pretende manter diálogo com os deputados estaduais, mas sem entregar áreas do Executivo a grupos parlamentares.


“Os deputados que hoje mandam no governo sabem que quando eu ganhar eles vão parar de mandar”, declarou.


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