Flávio diz que ar-condicionado está 'torturando' Bolsonaro e volta a pedir 'prisão humanitária'
- Jornal Daki
- há 14 minutos
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou na última terça-feira (13) que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) formalizou um novo pedido de prisão domiciliar humanitária, alegando agravamento das condições de saúde e ambiente inadequado na cela onde seu pai cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.
Segundo o senador, a solicitação foi apresentada dias após a queda sofrida pelo pai em 6 de janeiro, dentro da sala individual na qual está isolado, e que o barulho causado pelo equipamento de ar-condicionado estaria causando uma “tortura” contra o detento.
Flávio declarou que “a defesa do [ex-]presidente Bolsonaro acabou de formalizar novo pedido de prisão domiciliar humanitária, após sua queda sofrida na solitária em que se encontra na sede da PF”. Ele também afirmou que existem riscos adicionais.
“Além do risco de outras quedas, em que a sorte pode não lhe acompanhar novamente, e do não atendimento médico imediato, é público e notório que as condições em que ele se encontra atualmente são desumanas, ainda mais se considerado o barulho enlouquecedor a que é submetido durante mais de 10 horas ao dia”, disse o senador, em referência às reclamações sobre o ruído contínuo do sistema de ar-condicionado.
O filho do ex-presidente acrescentou que Bolsonaro necessita de acompanhamento contínuo para reduzir riscos. Para ele, a presença humana seria essencial para evitar “soluços infindáveis” e estabilizar o quadro de saúde. Após a queda, Bolsonaro passou por exames e retornou à unidade no dia 7 de janeiro.
Ele foi diagnosticado com traumatismo craniano leve, classificado pelos médicos como “não preocupante”. A equipe chegou a investigar suspeita de crises convulsivas, mas os exames descartaram essa possibilidade, identificando apenas uma lesão em partes moles nas regiões temporal e frontal direita.
O tema ganhou peso no mesmo dia em que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, rejeitou um recurso da defesa de Bolsonaro contra a condenação de 27 anos e 3 meses por liderar tentativa de golpe de Estado. A decisão reforçou a manutenção do regime fechado enquanto os demais recursos tramitam.
Paralelamente, a Polícia Federal enviou ao STF um documento informando que não há “viabilidade no curto prazo” para reduzir o ruído do ar-condicionado na sala onde o ex-presidente está detido.
A manifestação foi enviada após determinação de Moraes, que havia solicitado esclarecimentos sobre as queixas apresentadas pelos advogados. No relatório, a corporação afirmou que o ambiente está ao lado da área técnica do prédio, responsável pela climatização de toda a superintendência.
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