São Gonçalo: a cidade que alimenta quem a devora
- Jornal Daki
- há 38 minutos
- 2 min de leitura
Por Helcio Albano

São Gonçalo arrecada pouco. O que entra na Fonte 00, de livre uso do município, é insuficiente frente ao seu tamanho, desafios e peso demográfico no país.
Agora, um parênteses: é uma pena ser tão difícil encontrar dados econômicos consolidados da cidade. Além de a prefeitura não os organizar de forma inteligível, quase não existe mídia local forte que os interprete. Isso custa caro. E não tem quem a financie. Mas vamos lá.
Segundo a LOA 2026 (documento obrigatoriamente público), o município terá R$ 2,4 bi em caixa pra gastar. Isso faz com que tenhamos, de longe, a pior arrecadação per capita ente as cidades com mais de 500 mil habitantes no Brasil.
A relação dívida x arrecadação pra este ano é de 1,42. Isto é, o que entra é insuficiente até pra pagar a dívida. O que dirá fazer investimentos.
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Esse é o nosso drama e o contexto do aumento da UFISG, que vai puxar taxas e impostos pra cima, como sói ocorrer todos os anos. Mas, agora, debaixo do fenômeno de esvaziamento econômico e populacional da cidade. Principalmente devido à insegurança e violência simbolizada nas barricadas presentes praticamente em todos os bairros.
Sem conseguir resolver estruturalmente o problema, a prefeitura recorre ao mais fácil, que é aumentar imposto de modo linear. Atingindo, é claro, o empresário já desanimado e aquele morador além-barricada que não aguenta mais tanta humilhação.
Ou seja, é uma dupla punição que, ou gera revolta, ou a certeza de meter o pé daqui. Essa, infelizmente, a opção da maioria.
Alimentando o ciclo perverso de esvaziamento e empobrecimento da cidade.
Plus
A UFISG (Unidade fiscal do município que regula o valor de taxas e impostos) passou de R$ 49,44 R$ 51,97 , com base na variação do IPCA-E de setembro de 2024 a agosto de 2025.
Bônus
Abaixo, segue o PDF da LOA 2026.
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Helcio Albano é jornalista e editor-chefe do Jornal Daki.


















































