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Homem é condenado a 25 anos de prisão por morte de capitã do Exército

há 1 hora
3 min de leitura

Elton Hilton Herculano de Lima está preso pela morte da namorada Rosângela da Silva Santos do Nascimento, ocorrida em março de 2023

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A Justiça do Rio condenou, na madrugada desta sexta-feira (25), Elton Hilton Herculano de Lima a 25 anos de prisão pela morte da namorada Rosângela da Silva Santos do Nascimento, ocorrida em março de 2023, no Cachambi, na Zona Norte do Rio. Segundo o laudo de necrópsia, a capitã médica do Exército morreu asfixiada e intoxicada.

O júri popular do réu aconteceu na 4ª Vara Criminal do Tribunal do Júri, do Tribunal de Justiça do Estado do Rio (TJRJ), no Centro do Rio. A sessão foi presidida juíza Lúcia Glioche, que conduziu o julgamento de Élcio de Queiroz e de Ronnie Lessa pela morte da vereadora Marielle Franco, um dos casos mais acompanhados da história recente da Justiça brasileira.


O conselho de sentença entendeu que o crime foi cometido por motivo torpe, porque o homem não aceitava o fim do relacionamento; por meio cruel, já que houve asfixia e intoxicação da vítima; e que a execução não possibilitou a defesa da mulher, pois o ataque aconteceu na casa da capitã do Exército, quando ela não suspeitava da violência.


Na época do feminicídio, Elton era estudante de Direito. Inclusive, ele chegou a estagiar na Vara Criminal especializada no Tribunal do Júri. Para Glioche, o homem sabia de todas as possibilidades de realizar o assassinato sem ter indícios da autoria.

"Ele guardou ampolas de medicamento e escalpe, que precisasse exibir como sendo utilizados pela própria vítima, a fim de que todos acreditassem que ela havia praticado suicídio. O acusado preparou uma descrição dos fatos com antecedência suficiente que fosse capaz de afastar dele qualquer indício de que teria sido o autor da morte da vítima", destacou a magistrada.


A juíza ainda ressaltou que Rosângela deixou dois pais idosos, com idade superior a 70 anos. "Os pais terão que suportar a ausência definitiva da filha, que era a única deste gênero, justamente em um período da existência em que, ordinariamente, espera que os vínculos familiares se fortaleçam e que a velhice possa ser vivenciada com a proximidade, o cuidado e a companhia dos filhos", completou.   

O crime ocorreu em um apartamento na Rua Ferreira de Andrade, no Cachambi, na Zona Norte do Rio, em março de 2023. As investigações, realizadas pela 23ª DP (Méier), encontraram elementos que indicaram asfixia da vítima e que o homem montou um cenário como se ela tivesse tirado a própria vida.


Em depoimentos, familiares e vizinhos destacaram que Rosângela tinha um relacionamento conflituoso com o acusado, marcado por brigas, ofensas e ameaças. A médica teria manifestado uma vontade de terminar a relação, mas tinha medo por ser ameaçada pelo namorado.


Inicialmente, Elton alegou que a namorada tentou suicídio. No entanto, o laudo de necropsia apontou que a vítima morreu por asfixia e intoxicação exógena. Segundo o documento, um exame toxicológico encontrou duas substâncias no corpo que levam à depressão respiratória central, o que explica a intoxicação. Além disso, o cadáver tinha sinais de asfixia na cervical, correspondendo a constrição externa no pescoço.

De acordo com o inquérito da 23ª DP, o homem teria forjado a morte da mulher para se apropriar dos bens da militar. Algumas ações, como ida em um cartório para registrar a união estável unilateral pós morte e requisição de pensão do Exército, levantaram as suspeitas da família de Rosângela.


A vítima trabalhava no Hospital Central do Exército (HCE), em Benfica, na Zona Norte do Rio. Ela era capitã médica e fazia pós-graduação para oficiais médicos em Anestesiologia.

Elton está preso desde setembro de 2024. A reportagem não localizou a defesa do homem. O espaço está aberto para manifestação.

*Com informações O Dia

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