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Janela partidária no Rio reconfigura Alerj e Câmara; PL e PSD crescem, União Brasil perde espaço

Parlamento estadual registrou 17 filiações; Câmara dos Deputados teve nove mudanças; movimentação impacta corrida eleitoral de 2026


Foto: reprodução
Foto: reprodução

Encerrada na última sexta-feira (3), a janela partidária reconfigurou o cenário político do Rio de Janeiro. A Assembleia Legislativa (Alerj) registrou 17 filiações, e a Câmara dos Deputados, nove mudanças, alterando o peso das bancadas para as eleições de outubro.


Na Alerj, o PL foi o maior beneficiado: mesmo perdendo um parlamentar, ampliou sua bancada de 17 para 23 deputados. O líder da legenda, Filippe Poubel, atribui o crescimento à “chancela da marca Bolsonaro” e à estrutura consolidada. O PSD também cresceu, passando a contar com nove integrantes. O líder Luiz Paulo afirmou que o resultado é fruto de planejamento prévio e da força do pré-candidato ao governo, Eduardo Paes.


O União Brasil foi o mais impactado negativamente: perdeu cinco deputados na Alerj e, em Brasília, ficou com apenas um representante. O deputado Bruno Dauaire minimizou as perdas, afirmando que “saídas e chegadas fazem parte do jogo”.


O PSDB foi a surpresa: sem eleger parlamentares em 2022, passou a ter representação na Alerj com a filiação de Filipe Soares.


Para a cientista política Mayra Goulart, as movimentações refletem um afastamento de quadros bolsonaristas em direção ao PL e maior autonomia de outras legendas para apoiar Flávio Bolsonaro ou Lula. Já o cientista político Geraldo Tadeu avalia que o padrão é pragmático, dentro da lógica do Centrão: deputados migram para partidos que oferecem melhores chances de reeleição ou palanques fortes.


Infográfico (resumo das mudanças):


Na Alerj (17 filiações):

- PL: de 17 para 23 deputados

- PSD: cresceu para 9

- União Brasil: perdeu 5 (de 10 para 5? Conforme texto, perdeu 5)

- PSDB: conquistou 1 (Filipe Soares)

- PMN: perdeu única cadeira (Fred Pacheco foi para o PL)


Na Câmara dos Deputados (9 mudanças):

- União Brasil: reduziu para 1 (Max Lemos)

- PSB e PRTB: ficaram sem representação

- PV: formou bancada

- PSDB: ampliou presença


Principais movimentações individuais:

- Bernardo Rossi (Republicanos) – candidato ao Senado

- Renata Coelho (Republicanos) – cotada para deputada federal

- Wilson Witzel (PL) – filiado, mas inelegível

- Francisco Dornelles e Ricardo Couto (MDB)

- Filipe Soares (PSDB) – única cadeira na Alerj


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