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Operação prende seis suspeitos de integrar esquema de fornecimento de drogas do Comando Vermelho

há 41 minutos
2 min de leitura

Investigação aponta movimentações de R$ 70,5 milhões e apreensões de quase 790 kg de drogas ligadas à estrutura criminosa

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Policiais civis do Serviço de Investigações Complexas da Corregedoria-Geral (SIC/CGPOL) e da Subsecretaria de Inteligência (SSINTE) deflagram, nesta terça-feira (22), a Operação Icarus. A ação mira desarticular um dos principais canais de fornecimento de drogas do Comando Vermelho. São cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Alagoas. Até o momento, seis indivíduos foram capturados, entre eles está o principal alvo da ofensiva, o Laércio Isidoro do Nascimento Júnior, conhecido como "Boss”. Ele é apontado como fornecedor de entorpecentes e articulador central da estrutura criminosa, com ligações diretas com lideranças da facção.

A operação conta com apoio do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE), do Ministério Público, da Corregedoria da Polícia Militar, da Polícia Penal e das polícias civis de São Paulo, Minas Gerais e Alagoas. Em Maceió, um dos principais alvos da investigação foi preso nesta segunda-feira (21/09) em uma ação conjunta da Subsecretaria de Inteligência (SSINTE) e da Corregedoria-Geral de Polícia Civil.


A investigação teve início a partir da apreensão de anotações de Marcos Antônio Pereira Firmino da Silva, conhecido como “My Thor”, apontado como uma das lideranças do Comando Vermelho.


Entre as anotações apreendidas, os investigadores identificaram registros de contabilidade do tráfico que indicavam pagamentos realizados por “My Thor” a um indivíduo identificado como “Boss”.

Segundo as investigações, Laércio atuava como fornecedor de drogas e articulava diretamente com lideranças do Comando Vermelho o abastecimento de comunidades. Ele também seria responsável por negociar cargas, organizar fretes e pagamentos, coordenar operadores logísticos e utilizar pessoas interpostas para movimentar valores provenientes da atividade criminosa.


As diligências identificaram uma estrutura com divisão de tarefas entre liderança, operadores logísticos, transportadores, responsáveis pela cobrança e pelo recolhimento de valores e pessoas interpostas.


Duas grandes apreensões de drogas estão relacionadas à estrutura investigada. Em 2 de fevereiro de 2024, foram apreendidos 715,7 quilos de cocaína e maconha em Guarulhos, São Paulo. Em 31 de maio do mesmo ano, policiais apreenderam outros 73,8 quilos de cocaína em Seropédica, na Região Metropolitana do Rio. Os elementos reunidos durante a investigação indicam que as duas cargas estavam inseridas na mesma dinâmica de transporte interestadual de entorpecentes.

A investigação também identificou o uso de empresas dos setores de transporte e logística para ocultar e viabilizar o envio de drogas entre São Paulo e Rio de Janeiro.


No braço financeiro da organização, foram identificadas operações consideradas atípicas envolvendo investigados e pessoas jurídicas possivelmente utilizadas para a ocultação e dissimulação de valores. As movimentações comunicadas às autoridades alcançaram R$ 70.497.597 em curto período.


Além dos mandados de prisão, a Operação Icarus cumpre mandados de busca e apreensão e outras medidas judiciais destinadas à apreensão de aparelhos eletrônicos, documentos, valores, veículos e demais elementos que possam contribuir para o avanço das investigações.

*Com informações OSG

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