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Planilhas apreendidas pela PF associam R$ 10 milhões a Castro, Bacellar e políticos do PL no Rio

há 5 minutos
2 min de leitura

Documentos encontrados com o contraventor Adilsinho registram valores atribuídos a cinco políticos; PF investiga se anotações revelam financiamento político e afirma que grupo teria “capturado o poder público fluminense”


Douglas (esquerda) defendeu candidatura de Bacellar ao governo do estado/Foto: reprodução
Douglas (esquerda) defendeu candidatura de Bacellar ao governo do estado/Foto: reprodução


Planilhas apreendidas pela Polícia Federal com o contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, registram mais de R$ 10,2 milhões associados a cinco políticos ligados ao campo bolsonarista no Rio de Janeiro. Os documentos integram a investigação sobre a atuação do grupo no jogo do bicho, contrabando de cigarros e sua possível infiltração no poder público fluminense.


O maior valor aparece associado ao ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar: R$ 5,43 milhões. O ex-governador Cláudio Castro aparece relacionado a R$ 3,63 milhões. Também constam o ex-secretário estadual Gutemberg Fonseca, com R$ 727,9 mil; o deputado federal Hélio Lopes, R$ 323,2 mil; e o ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem, R$ 91,8 mil.


As planilhas foram apreendidas em 2022, durante a Operação Smoke Free, e voltaram a ser analisadas em 2026 no âmbito da Operação Unha e Carne. No conjunto dos documentos, há registros superiores a R$ 29 milhões relacionados a pelo menos 61 pessoas, partidos e outros destinatários.


Em relatório reproduzido pela imprensa, a PF afirma que a organização investigada teria “capturado o poder público fluminense” e cita nominalmente Castro e Bacellar. Outro relatório aponta que a planilha pode representar um mapa de circulação de recursos destinados ao financiamento político formal ou informal.


Há, entretanto, uma questão ainda sob investigação: a existência das anotações não comprova, isoladamente, que todos os pagamentos tenham efetivamente ocorrido. A própria PF considera necessário cruzar os registros com dados bancários, fiscais, eleitorais e prestações de contas. Uma das hipóteses investigadas envolve despesas eleitorais realizadas por meio de gráficas relacionadas ao esquema.


Castro, Bacellar, Gutemberg e Hélio Lopes negam ter recebido dinheiro de Adilsinho. Bacellar também rejeita a identificação como “Barba”, codinome que a PF relaciona ao ex-presidente da Alerj. A defesa de Ramagem não havia se manifestado à reportagem que revelou os novos registros.


A novidade desta sexta-feira (18) é a revelação dos registros atribuídos a Hélio Lopes e Ramagem. Os nomes de Castro e Bacellar já haviam aparecido anteriormente na investigação.


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