Oruam obtém novo habeas corpus da Justiça do Rio
Decisão unânime da 8ª Câmara Criminal determina liberdade do rapper em processo que investiga suposta lavagem de dinheiro para o Comando Vermelho

O rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, obteve nesta quarta-feira (23) um novo habeas corpus concedido pela Justiça do Rio de Janeiro. A decisão foi tomada por unanimidade pelos desembargadores da 8ª Câmara Criminal.
O processo em questão investiga uma suposta lavagem de dinheiro relacionada ao Comando Vermelho. Segundo a defesa, esse era o último mandado de prisão que permanecia em aberto contra o artista. Em nota, os advogados de Oruam afirmaram que sempre confiaram na Justiça e que esperavam a retomada da liberdade do rapper.
“O próximo resultado esperado é o trancamento desta ação penal, formada inteiramente por provas ilícitas, conforme atestado em laudo pericial”, afirmou o advogado Thiago Lemos.
Em agosto, a 3ª Vara Criminal da Capital, do III Tribunal do Júri, já havia concedido outro habeas corpus a Oruam. Na ocasião, a decisão ocorreu no processo em que o rapper e outras três pessoas respondiam por uma acusação de tentativa de homicídio contra dois policiais civis. Entre os agentes está o delegado Moyses Santana, titular da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE).
A acusação surgiu após uma confusão durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão contra um adolescente suspeito de envolvimento com o tráfico de drogas. Segundo a denúncia, Oruam teria arremessado uma pedra contra os policiais enquanto ele e amigos tentavam impedir a ação.
A pedra utilizada no episódio pesava 4,85 quilos. No entanto, para a juíza Tula Corrêa de Mello, não havia elementos suficientes para sustentar a acusação de tentativa de homicídio nem para comprovar que o objeto havia sido lançado pelo rapper.
A magistrada também considerou que não ficou demonstrado que Oruam tivesse assumido o risco de matar os dois policiais. Com a retirada da acusação de tentativa de homicídio, o processo deixa de ser analisado pelo Tribunal do Júri e deverá tramitar em uma vara criminal comum.
*Com informações OSG
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