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Senador compara Pazuello ao nazista Adolf Eichmann, enforcado em 1962 em Israel

21 de mai. de 2021
2 min de leitura

Durante a CPI da Covid, parlamentar do Cidadania fez paralelo entre a atuação dos dois, no Holocausto e na pandemia



Agência Brasil / Reprodução
Agência Brasil / Reprodução

O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) comparou, na tarde desta quinta-feira (20), a atuação do ex-ministro Eduardo Pazuello, durante a pandemia, à do oficial nazista Adolf Eichmann, tenente-coronel nazista e um dos principais organizadores do Holocausto.


"Um cidadão militar, que serviu a um projeto de poder, e não parou um instante para analisar as características do que fazia", comparou Vieira, por volta das 13h, na sessão da CPI da Covid.


Em seguida, Vieira leu uma análise do perfil de Eichmann à época do seu julgamento em Jerusalém, em 1962:


"Ele não possuía histórico ou traços preconceituosos, não apresentava características de um caráter distorcido ou doentio. Ele agiu segundo o que acreditava ser seu dever, cumprindo ordens superiores e movido pelo desejo de ascender em sua carreira profissional, na mais perfeita lógica burocrática. Cumpria ordens sem questioná-las com o maior zelo e eficiência, sem refletir sobre as consequências que elas pudessem causar."



Após concluir a leitura, o senador de Sergipe detalhou os motivos da comparação.


"Faço essa referência porque, muito claramente, nos contatos que tivemos o senhor nunca se portou com desrespeito à vida. Pelo contrário, quando telefonei pedindo respiradores para o estado de Sergipe, o senhor conseguiu dar um atendimento super célere. Salvou vidas naquele estado. Mas, no conjunto da obra, no exercício de uma política de saúde, o senhor falhou. E tenho absoluta convicção que não falhou por decisão sua", disse na CPI.


"Não consigo entender que dever ou lealdade Vossa Excelência imagina ter que faz com que acoberte o verdadeiro autor das ordens que seguiu. Isso é lamentável", concluiu.


Após a declaração de Vieira, a sessão foi interrompida para intervalo, e não houve resposta de parte do ex-ministro.


Eichmann foi considerado culpado por crimes de guerra e enforcado em 1962. Sua trajetória foi narrada pela filósofa alemã Hannah Arendt no livro Eichmann em Jerusalém: Um relato sobre a banalidade do mal, publicado em 1963.



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