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Sociedade se deu conta do projeto em curso do evangelistão

Por Helcio Albano

Crédito: Arnaldo Sete/Marco Zero
Crédito: Agência Brasil

O projeto das trevas de nº 1904/24 foi pro vinagre. E uma nova correlação de forças surge no horizonte próximo. Como um sol por detrás das montanhas de Santa Isabel rompendo a noite escura imposta pela extrema direita no país, sobretudo no Congresso Nacional. Por mais que o manda-chuva do Gaia diga que não, perdeu mané!


O preposto do Malafaia na Câmara, e a súcia de sempre, foram longe demais. Escreveram uma peça medieval de fazer corar de vergonha os algozes da inquisição apenas para satisfazerem seu sadismo moralista e hipócrita que alimenta sua base eleitoral de mesmo perfil.


A tentativa de arrancar direitos garantidos das mulheres - principalmente de crianças pobres - deu com os burros n'água e fez despertar a sociedade pro circo dos horrores que se tornou o parlamento brasileiro. Alvíssaras!


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Na mesma noite em que foi aprovada a urgência do PL do estupro - que ficará conhecida como noite da infâmia - milhares de mulheres marcharam pelo país em protesto contra a ousadia velhaca dos "homens de bem" que passam pano pra pedófilos e estupradores, em detrimento da saúde e do bem-estar infantil.


A reação firme da sociedade assustou e, depois de anos, fez a canalha, exposta em sua desfaçatez, recuar. Muitos deles admitindo que a iniciativa fora um tiro de bazuca no pé. Coisa muito comum entre os soberbos.


O episódio, em todo o caso, serviu como um despertar sobre o projeto teocrático miliciano do evangelistão em curso no Brasil. O que transcende, e muito, a luta da esquerda. A luta é de toda a sociedade pela manutenção do Estado laico e de direitos.


Amém!?


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Helcio Albano é jornalista e editor-chefe do Jornal Daki.

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