EUA aplica nova tarifa de 12,5% ao Brasil por trabalho forçado
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EUA aplica nova tarifa de 12,5% ao Brasil por trabalho forçado

Além do Brasil, outros 59 países receberam nova sobretaxa como forma de punição por ineficiência no combate ao trabalho forçado

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Os Estados Unidos decidiram, nesta quinta-feira (23/7), aplicar uma nova tarifa aos produtos brasileiros adquiridos pelos norte-americanos. O percentual é de 12,5% e se refere à acusação de que o Brasil seja ineficiente no combate ao ingresso de mercadorias fabricadas com trabalho forçado.

A decisão foi tomada pela representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, sob orientação do presidente Donald Trump, e integra uma ofensiva comercial voltada a pressionar parceiros dos Estados Unidos a adotarem mecanismos considerados eficazes de combate ao trabalho forçado nas cadeias globais de suprimentos.


Segundo o USTR, o Brasil faz parte do grupo de países que não possuem ou não aplicam de forma efetiva uma proibição à importação de produtos fabricados com trabalho forçado, razão pela qual foi enquadrado na faixa mais alta da nova política tarifária.

“O Representante Comercial determinou a imposição de tarifas de 12,5% sobre os produtos do Brasil, exceto conforme previsto nos anexos da decisão”, informou o órgão.


O USTR afirmou ainda que a alíquota, bem como o alcance das tarifas e das isenções previstas, foi definida por considerar que essas medidas são “apropriadas para obter a eliminação dos atos, políticas e práticas” identificados durante a investigação.


A nova tarifa substitui a taxa global temporária de 10%, aplicada desde fevereiro deste ano após uma decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos invalidar parte das tarifas anunciadas por Trump no chamado “Dia da Libertação”, em 2 de abril de 2025.

Ao todo, 60 países foram alvo da mesma investigação, que apurou supostas falhas dessas economias para impedir a entrada de produtos fabricados com mão de obra forçada nos mercados internos.


As investigações sobre trabalho forçado foram abertas em março deste ano com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, instrumento utilizado pelos EUA para combater práticas consideradas injustas ou discriminatórias que afetem o comércio americano.


O USTR sustenta que a ausência de mecanismos eficazes para impedir a importação de produtos feitos com trabalho forçado cria concorrência desleal para empresas dos Estados Unidos. Os norte-americanos afirmam que seguem padrões trabalhistas.

*Com informações Metrópoles

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