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Vitória de Mandani em NY traz a esquerda de volta à vitrine

Por Helcio Albano

Ele/Foto: divulgação
Ele/Foto: divulgação

"Todo mundo odeia o Mandani". O ugandense-nova-iorquino, descendente de indianos, muçulmano e socialista democrático que ganhou as eleições pra prefeitura da maior cidade dos EUA e símbolo máximo do capitalismo global sem-freios: Nova York.


Assim como o Chris, o "odiado" original do Brooklyn, da série de sucesso dos anos 2000, o agora prefeito terá que encarar o ódio da desigualdade estrutural da cidade mais rica do mundo contra si.


A eleição de Zohran Mandani é a prova cabal de que o mundo não gira mais, ele capota.


O democrata de 34 anos ganhou a eleição nos esteites desbancando a má vontade de seu próprio partido e o trumpismo, que dá cada vez mais sinais de voo de galinha. E abrindo uma janela imensa pro ressurgimento de uma esquerda 3.0 pós agenda woke, também conhecida como identitária, pilar do velho partido Gerontocrata... digo, Democrata, que há mais de 40 anos abandonou a classe trabalhadora.


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Mandani ganhou a eleição com as bandeiras do tarifa zero, creches universais e gratuitas, mercearias comunitárias, congelamento de aluguéis. Problemas reais, concretos, que atravessam todos os trabalhadores, em sua maioria agora convencidos de que o discurso da meritocracia é uma farsa se não se tem oportunidades, muito menos o que comer e onde morar.


E, de quebra, Mandani ressuscita a luta de classes. Os ricaços da cidade - que reúne o maior nº de bilionários por m² do planeta - colocaram U$ 27 milhões pra derrotar o socialista, mas o exército de jovens voluntários garantiu a sua vitória.


Enquanto houver capitalismo, a esquerda nunca sai de moda.


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Helcio Albano é jornalista e editor-chefe do Jornal Daki.

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